Na coluna de ontem (29), escrevi sobre a licitação para contratação de médicos para atender no Pronto Socorro da Fundação Hospitalar Santa Terezinha. E que pelo resultado, que está em fase final de recursos, deve ocorrer a troca da atual equipe de médicos que presta serviços. E a repercussão foi muito grande.
“O trabalho é complexo”
Conversei com um médico que já trabalhou no Pronto Socorro do Santa. Para ele a troca de médicos irá virar um caos: “Não vão achar profissionais que trabalham como os que trabalham hoje. É muito complexo. Ainda mais só um médico, sozinho nos plantões”.
“90% poderia ser resolvido nas UBSs
Disse também que chega a ser desumano: “Por mais que tenha reclamação, acredito que 90% dos casos poderiam ser resolvidos nos postos de saúde (UBSs). Um médico para essa exorbitante demanda de 105 mil habitantes e mais cidades do interior é complicado, mas a população vê de outra forma”.
“Se trabalha com salários atrasados e gente querendo atestados”
Fala também do lado profissional dos médicos: “se trabalha com salários atrasados, gente querendo atestado por qualquer coisa e não querem trabalhar, pessoas gritam e desaforam os médicos”
O profissional encerra a conversa com um alerta: “o que era para virar uma emergência virou uma UBS (Unidade Básica de Saúde) ”.