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A permanência e a ascensão no futebol

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Fidélis
Neuton
Por Kaliandra Alves Dias
Foto Kaliandra Alves Dias

Além da paixão pelo futebol, o volante Danilo Fidélis e o lateral-esquerdo Neuton tem um desafio em comum: lutar pelo título do Campeonato Gaúcho que inicia em janeiro de 2020.

Quando desembarcou em Erechim em 2017, o volante Danilo Fidélis sabia que o desafio teria um prazo de apenas três meses. Mas a identificação com o clube e o bom futebol foram essenciais para a permanência do jogador no Ypiranga.

Defendendo a camisa do Canarinho há três temporadas, Fidélis iniciou a sua carreira nas quadras. Atuando como fixo fez parte do elenco do São Paulo e em 2006, acabou escolhendo o futebol de campo após receber um convite. “Comecei como volante, mas menino novo acaba sendo improvisado em outras posições e também joguei como lateral-direito. Em quase 14 anos como jogador profissional, passei metade da minha carreira como 2º volante. Esse ano tive essa felicidade de jogar novamente como 1º volante”.

Um novo recomeço

Nascido em Erechim, Neuton teve uma passagem breve pelo Ypiranga. Em 2010 estreou no Grêmio, mas não foi uma estreia qualquer: foi em um clássico Gre-Nal. A ascensão rápida levou o jogador à Europa. “Em todo o meu princípio tive pessoas certas me dando conselhos e apoio. Sabendo absorver, me condicionei a fazer tudo da forma correta. Brinco que poucas pessoas em Erechim conhecem o Neuton profissional. Sempre fui sério e me cuidei, e isso é reflexo da pessoa que sou fora. Essa ascensão rápida é mérito da base familiar, dos treinadores e professores que tive”, destaca o jogador.

A carreira iniciou de uma forma diferente. Aluno do Instituto Barão do Rio Branco, Neuton e seus colegas treinavam no Colosso da Lagoa, e foi em uma dessas partidas que ele foi convidado a jogar. “Era um guri novo, e eles que me colocaram no caminho da profissão.

Ídolos

Fã de Robinho, Fidélis viu no Menino da Vila um diferencial, principalmente pelo fato do atleta também ter iniciado a sua carreira no futsal. “Não tenho ele como melhor do mundo, mas foi essencial à minha carreira. Ele me fez ter uma visão diferente do futebol. Meu tio jogou Copa do Mundo e também defendeu o Vasco”, destaca Fidélis.

João Maria Fidélis escreveu o seu nome na história do time carioca, mas na adolescência, Danilo não gostava de ser chamado pelo sobrenome. “No início muitos técnicos me chamavam (de Fidélis) por causa dele, ás vezes esqueciam meu nome. Não gostava muito não, agora pegou e se me chamam de Danilo nem olho, parece que é outra pessoa”.

Já Neuton tem como ídolo o seu pai, Neuton Luiz – carinhosamente conhecido como Biduca. “O cara que me ensinou a gostar de futebol foi meu pai. Através dele criei gosto pelo futebol, era uma época diferente. Acompanhava ele jogando no interior e nas comunidades. A paixão veio dali, admiro muitas pessoas. Mas ídolo só meu pai”.

O ano de 2019 e a expectativa para 2020

Para Fidélis, os objetivos traçados pela diretoria do Canarinho foram cumpridos. “A Copa do Brasil, o retorno à elite, a permanência na Série C, tudo foi concretizado. Foi um ano produtivo para todos. Em particular foi um ano bom, joguei bastante nas três competições que tivemos. Também foi em uma posição nova de 1º volante, jogava mais de 2º. Me deu outra visão no futebol. Hoje vejo que posso jogar nas duas posições. Agora feliz por essa nova renovação.

E se...

E se Fidélis e Neuton pudessem dar um conselho a si, qual seria?

“Na época tinha muito medo, medo de fazer alguma jogada. Tinha que ter mais personalidade quando era novo, se tivesse mais personalidade seria trajetória de time grande. Depois percebi que não tinha que ter medo de errar. Para aquele Fidélis que começou, daria um conselho de arriscar sem medo. E se cuidar mais, quando somos jovens temos cabeça diferente” – Fidélis.

“Muitas vezes tomávamos decisões por impulso. Minha carreira foi rápida, sair de Erechim e ir à um grande clube. Ganhar títulos e depois para a Europa... eu não tinha paciência. O europeu não esperava o jogador se adaptar. Eu queria tudo muito rápido, da forma como aconteceu - queria que tudo fosse assim. Diria para ele ter mais paciência” - Neuton

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