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Saúde

A melhor hora de se movimentar: agora!

Pesquisa alerta que 84% dos jovens brasileiros não praticam uma hora diária de exercícios. O personal trainer, Cristian Andreolla, orienta sobre como é possível mudar esse cenário

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Para alcançar esses benefícios, a OMS recomenda que os adolescentes pratiquem atividade física moder
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Quatro em cada cinco adolescentes no mundo são sedentários, especialmente as meninas, informa estudo revelado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa foi elaborada entre 2001 e 2016, e envolvendo 1,6 milhão de estudantes em 146 países. No Brasil, a situação é pior: 84% de jovens entre 11 e 17 anos não praticam uma hora diária de atividade física, conforme recomendação da OMS.

Hábito aliado a metas

O personal trainer de Erechim, Cristian Andreolla, explica que a classificação do termo sedentarismo está muito relacionada às pessoas que passam muito tempo sentadas. Ao mesmo tempo, chama a atenção que, entre os fatores que contribuem para altos índices do problema, é que, muitas vezes o meio que deveria inserir as pessoas na prática esportiva, é o mesmo que faz com que elas não criem o hábito. O profissional explica: “se considerarmos as pessoas com mais de 15 anos, por exemplo, é possível, nessa faixa etária, ter uma percepção corporal mais formada. Supondo que essa pessoa esteja com sobrepeso e queira emagrecer, vai começar um programa de exercícios e vai notar que “todo mundo” está em forma e que ela ainda está “fora do padrão”. Muitas pessoas não se sentem confortáveis, adaptadas ao meio que elas querem se inserir”.

Nesse sentido, há outro fator que diz respeito às pessoas que buscam exercícios somente com a ideia de “se movimentar”. Conforme o personal, isso acaba não motivando a maior parte da população. “Uma prova é que em torno de 96% das pessoas que começam praticar exercícios na academia, não permanecem por mais de ano na atividade”, comenta.

Sendo assim, é fundamental ter conhecimento sobre o que motivou o início da prática de exercícios. Caso contrário, a desistência pode vir logo que cansar ou sentir um desconforto em razão de o músculo ter se movimentado. “As pessoas prosseguem os treinos se obterem resultados. Por exemplo, não vale se exercitar somente porque uma camisa ou um vestido não servem. Isso não é uma motivação”, alerta.

Adesão à prática, desde cedo

Segundo a psicologia, a personalidade das pessoas é formada entre os sete e os 14 anos.

Cristian reforça que isso quer dizer que qualquer traço comportamental será formado nessa faixa etária. “Por isso, se incentivarmos desde cedo a adesão aos exercícios físicos, será mais fácil prosseguir a prática na fase adulta e na terceira idade”, salienta.

Múltiplos benefícios

Os exercícios quando realizados de forma contínua, representam o ganho de força, a manutenção da composição corporal, aptidão cardiovascular, entre outros benefícios.

O personal afirma que uma pessoa que não adere regularmente aos exercícios, não consegue atingir esses resultados. “O exercício possibilita muito mais que o auxílio em emagrecer. As pessoas podem sentir-se muito mais confortáveis socialmente, capazes de traçar metas, mais felizes com o próprio corpo e seus resultados. Além disso, há grandes chances de melhorar a autoestima, as condições de desempenho e não desenvolver síndromes depressivas”, pontua.

Como melhorar o cenário?

Na opinião de Cristian, a falta de adesão é uma “cultura” que está instalada na sociedade e, por isso, não é algo tão simples de ser mudado. Contudo, ele concede algumas dicas a pais e responsáveis, para tentar alterar esse cenário de forma positiva:

“Incentivem seus filhos a serem melhores, utilizar as máximas potencialidades com os objetivos traçados e o foco em superar metas, como por exemplo: correr, jogar futebol ou qualquer outra modalidade esportiva. Assim a criança vai aderir aos exercícios e adquirir o hábito de se movimentar”.

Mais sobre a pesquisa

* Com informações da Agência Brasil 

O documento foi publicado pela revista The Lancet Child & Adolescent Health. Conforme o trabalho, em todo o mundo, 81% dos jovens entre 11 e 17 anos escolarizados não cumpriram a recomendação de uma hora diária de atividade física em 2016, registrando uma ligeira queda em relação a 2001 (82,5%).

Os primeiros dados sobre tendências globais em termos de atividade física insuficiente entre adolescentes mostram a necessidade de medidas urgentes para aumentar os níveis de atividade física entre meninas e meninos dos 11 aos 17 anos de idade. O documento conclui que mais de 80% dos adolescentes em idade escolar em todo o mundo - especificamente, 85% de meninas e 78% de meninos - não atingem o nível mínimo recomendado de uma hora de atividade física por dia.

A diferença entre a porcentagem de meninos e meninas que atingiram os níveis recomendados em 2016 excedeu 10 pontos percentuais em aproximadamente um em três países (29%, ou seja, em 43 dos 146 países), e as maiores diferenças foram registradas nos Estados Unidos da América e na Irlanda (mais de 15 pontos percentuais). Atividade física

De acordo com o documento, os níveis de atividade física insuficiente observados entre os adolescentes permanecem extremamente altos e isso representa um perigo para sua saúde atual e futura.

Para alcançar esses benefícios, a OMS recomenda que os adolescentes pratiquem atividade física moderada a intensa por uma hora ou mais por dia.

 

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