O zagueiro Léo Kanu e o meio-campista Anderson Aires – mais conhecido como Feijão, se destacaram com a camisa do Canarinho, e ambos vão continuar no time erechinense e compor o elenco que se apresenta na noite desta sexta-feira (22), para o início da pré-temporada.
Kanu irá disputar a sua segunda temporada no Ypiranga. O jogador destaca o ano produtivo que teve. “Consegui disputar bastante jogos, e só tenho a agradecer. Fico feliz com a minha permanência, é um clube que passei a gostar muito. As pessoas que trabalham aqui sempre procuram ajudar o jogador e nos entender, para nos auxiliar fora e dentro de campo. Espero fazer um ótimo 2020, e deixarmos marcar positivas”.
Feijão chegou a Erechim em 2017, e apesar das lesões que aconteceram no ano passado e neste ano, o meio-campista segue motivado para 2020. “Em dois anos eu fiquei aqui, não retornei a São Leopoldo. Será meu terceiro Gauchão”, salienta o jogador.
O início da carreira
Das quadras de futsal para o campo. De pivô a zagueiro. Mudanças que foram determinantes para que Léo tivesse sucesso nos campos. “A adaptação foi rápida, o difícil foi mudar a posição. Foi dolorido e chorei dizendo que não queria mais jogar. Minha vó me incentivou, e me fez dar continuidade”.
O incentivo também veio do treinador, o erechinense, Paulo César Carpegiani, que na época comandava a categoria sub17 no RS – time de futebol. “Agradeço muito a ele. Se eu não fosse zagueiro, não sei se conseguiria me tornar um profissional na parte do ataque”.
Aos cinco anos, Feijão descobriu o mundo do futebol. E aos poucos o esporte que iniciou como uma brincadeira de criança, se tornou uma profissão. “Aos 17 disputei o Gauchão pelo Aimoré e depois foram quatro anos de Internacional. Evoluí muito como profissional. Foram clubes que me ajudaram de todas as formas”.
As dificuldades enfrentadas
Ainda na infância muitos meninos acabam ficando distantes de suas famílias. Tudo em busca de um sonho: jogar futebol e trazer conforto a pais, tios, avós. Feijão viveu a realidade da precariedade das categorias de base por alguns clubes em que passou. As chuvas que alagavam os quartos mostraram uma realidade que acabava diferente da sonhada. “No início tudo é uma maravilha, você pensa que logo vai estourar e virar um jogador famoso. Morei nas dependências do Guarani de Venâncio, quando chovia alagava e ficava tudo abaixo d’agua. Nesses momentos você pensa em desistir, e é triste você ficar longe da família, passando fome e por situações”.
Aos seis anos, Léo sentiu a dor da perda com o falecimento de sua mãe. Criado pela avó, o zagueiro tem uma intensa ligação com a família. “Quando tinha que viajar, ficava aquela dor da saudade. Quando retornava e tinha folga, sempre ia vê-los. Tudo que eu possa ganhar e ter no futebol, quero retribuir a ela”.
E se...
E se Kanu e Feijão pudessem dar um conselho a si, qual seria?
“Que ele tivesse a cabeça um pouco mais aberta e escutado as pessoas que queriam ajudar”, finaliza o Léo Kanu.
“Nossa. Que ele nunca desista dos sonhos dele. Em muitos momentos ele deixou de acreditar nele, de pensar que não poderia passar pelas dificuldades. Se pudesse falar é que ele tem que acreditar, que tudo ele vai poder”, destaca Anderson Feijão.