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Saúde

Um dia para reforçar o combate ao Diabetes

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Gabriele Denti De Geroni
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

O Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, foi criado em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) junto à Organização Mundial de Saúde (OMS) para conscientizar o mundo inteiro sobre os problemas associados à doença: alta mortalidade por doenças cardiovasculares (infartos e insuficiência cardíaca), AVC (derrame), complicações específicas da doença, como insuficiência renal, perda da visão, alteração de sensibilidade nos membros inferiores e consequentes úlceras e amputações.

Em 2006, a Organização das Nações Unidas entrou nessa parceria, por meio da resolução nº 61/225, para conscientizar todas as nações do mundo de que o diabetes é, de fato, uma doença epidêmica com impacto social e econômico grave, principalmente entre os países em desenvolvimento. Nasceu, portanto, o Dia Mundial de Diabetes, em 14 de Novembro, apontando para um Novembro Diabetes Azul.

A médica endocrinologista Gabriele Denti De Geroni, afirma que a incidência de diabetes em Erechim e região é expressiva (seguindo as projeções do International Diabetes Federation – IDF) e alerta que, entre os aspectos que são fundamentais quando o assunto é prevenção, está a manutenção de um estilo de vida saudável, com a prática de exercícios físicos e a manutenção de uma dieta saudável e balanceada. Além disso, outro destaque é o adequado tratamento das comorbidades associadas (obesidade, hipertensão arterial, dislipidemia).

Incidência e fatores

Gabriele cita que o mais comum é Tipo 2, o que corresponde a 90 a 95% de todos os casos. “Possui etiologia complexa e multifatorial, envolvendo componentes genético e ambiental. A doença acomete indivíduos a partir da quarta década de vida, embora vejamos cada vez mais o aumento na sua incidência entre crianças e jovens devido aos maus hábitos”, explica, citando como exemplos, o estilo de vida sedentário, o excesso de peso, a alimentação desiquilibrada.

De acordo com a especialista, entre os principais aspectos que sinalizam para a necessidade de buscar com urgência um especialista, está a poliúria (sintoma comum caracterizado pela produção de urina acima de 2,5 litros por dia), polidipsia (sede excessiva), polifagia (fome excessiva) e perda de peso. Exames de rotina devem ser realizados pelo menos anualmente para rastreio.

Tratamentos

Gabriele pontua que, atualmente, há pelo menos oito classes de medicamentos para tratamento do diabetes Tipo 2, sendo orais e injetáveis, além das insulinas. “Eles podem ser usados sozinhos ou em associação, pois tem mecanismos de ação complementares, que agem diretamente na fisiopatologia do diabetes. Hoje, usamos insulina no tratamento do DM2 como última alternativa”, acrescenta.

Dica aos pacientes

Às pessoas que já fazem tratamento para diabetes, a médica erechinense reforça que é essencial a manutenção de um estilo de vida saudável, por meio de uma alimentação adequada e exercícios físicos, bem como o tratamento individualizado do diabetes, seja com antidiabéticos orais/injetáveis ou insulina. O objetivo é o bom controle glicêmico conforme o alvo glicêmico de cada paciente. Também deve-se evitar o tabagismo.

Idosos: como evitar episódios de hipoglicemia

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia endossa a campanha e traz um olhar sobre os cuidados com os idosos com diabetes. A entidade salienta que é fundamental observar o nível de glicemia (taxa de açúcar no sangue) para que não haja episódios como o de hipoglicemia, que consiste em uma complicação devido à baixa na taxa de açúcar no sangue, que afeta especialmente os diabéticos, principalmente os que estão em tratamento com medicamentos.

O Ministério da Saúde aponta que idosos acima dos 65 anos são os que mais sofrem com diabetes, sendo que 21,6% das pessoas nessa faixa etária são portadores da doença.

O metabolismo das pessoas idosas pode apresentar comprometimento de funções nos rins e em outros órgãos, o que altera a absorção dos medicamentos e da insulina no organismo, e pode contribuir para um risco aumentado de hipoglicemia.

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