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Saúde

Dois anos de batalhas em prol da vida

Aos 31 anos, a pedagoga erechinense, Tauana Boschetti, comemora o diagnóstico de remissão de um câncer de mama

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“Devemos manter a saúde em dia. Se estamos bem, conseguimos fazer tudo o que quisermos”, Tauana Bosc
Por Izabel Seehaber
Foto Reprodução/ Arquivo Pessoal

Vinte e quatro meses. É muito ou pouco tempo para você? Para cada pessoa esse período pode ter uma representação diferente. E para quem luta pela vida diante de uma doença grave? É, neste caso o tempo pode se tornar ainda mais precioso. Expectativas, angústias, alegrias, superações... até as tão almejadas vitórias!

Ao passarmos pelo ‘Outubro Rosa’, mês que reforça o alerta sobre a prevenção do câncer de mama, o Bom Dia apresenta uma história especial de uma jovem que, após dois anos de tratamento, recebeu o diagnóstico da remissão da doença. Para tanto, o que não faltou foram sentimentos como perseverança, alegria e vontade de viver...  

Mais sobre a luta

Aos 31 anos, a pedagoga erechinense, Tauana Boschetti, celebra o momento atual. O momento é digno de comemoração, afinal, naquele mês de outubro de 2017, uma notícia chegaria para assustar e tentar alterar a rotina da jovem, de seus familiares e amigos. Contudo, não há dificuldades que possam ser superiores para quem possui uma força surpreendente.

Ao todo foram 24 meses desafiadores, dias intercalados com sessões de quimioterapia, radioterapia e, ainda, uma mastectomia bilateral (retirada cirúrgica das duas mamas).

A descoberta do problema iniciou com um autoexame. Em um dia aparentemente normal, em casa, Tauana percebeu que havia algo diferente. Após ir ao médico, constatou dois nódulos. “A partir disso, fomos em busca de saber mais sobre o problema, se era benigno e então foi diagnosticado como um carcinoma. Com isso, iniciou a luta, com oito sessões de quimioterapia – em um intervalo de 21 dias, 25 sessões de radioterapia, o procedimento de mastectomia bilateral, perda de cabelo, entre outras questões”, comenta Tauana.

O tratamento foi realizado em Porto Alegre. “Viajava, fazia e voltava no mesmo dia”, acrescenta.

Fator genético

A jovem está na terceira geração da família que enfrentou o câncer de mama. Além dela, a vó materna e a mãe já encararam o mesmo diagnóstico. “Passei por testes de genética e foi comprovado que se tratava da questão hereditária. Na época recordo que não tinha dor, a mama estava sem vermelhidão, enfim, o único sintoma eram os nódulos”, relata.

Em razão da questão genética, desde os 26 anos Tauana sempre fazia o controle por meio de muitos exames, entre os quais, a ecografia. Um ano antes de receber o diagnóstico, havia começado a fazer a mamografia. Como a mãe teve a doença cedo, a preocupação sempre foi redobrada. “Isso foi fundamental para ser diagnosticada tão cedo e ter obtido sucesso no tratamento”, ressalta.

Há muitos anos o mês que ela reserva para exames é outubro. “É um período difícil, sempre fica um medo, mas desta vez deu tudo certo. Cada ano é uma vitória”, destaca, sorridente.

Atualmente Tauana faz o acompanhamento médico de rotina e procura seguir as orientações de manter os cuidados com a alimentação, praticar exercícios físicos, enfim, aquelas dicas de modo de vida que todas as pessoas devem fazer para manter o bem estar.

Emoção aflorada

Quando o assunto se refere a suportes para vencer as dificuldades, segurar a emoção é praticamente impossível. Para Tauana, a força para superar cada instante teve um aliado incomparável: o amor da filha, Maria Antônia (7). “A minha filha foi o que me salvou, queria ver ela crescer”, disse a jovem, tentando segurar as lágrimas.

À reportagem ela afirmou: “nem todos os dias foram fáceis. Assim como para todas as pessoas, tem alguns que não são tão bons, mas minha força foi a minha filha. Ela me ensinou muito, além de toda família que remeteu todo amor, carinho que é possível ser proporcionado”.

Ao mesmo tempo, os amigos sempre estiveram por perto, tentando animar e transmitir a melhor energia. “Havia dias que não me sentia bem, não queria sair, só pensava em ficar em casa e eles resolviam fazer uma janta, por exemplo. Me buscavam em casa, me levavam de volta. É muito bom receber essa atenção”, cita.

Manter as atividades

Segundo ela, alguns comportamentos foram essenciais no período de tratamento. Entre eles, está o fato de não ter se afastado do trabalho durante as quimioterapias.  “Acho que isso foi fundamental para manter os bons pensamentos, não ficar pensando em coisas desagradáveis. Me ajudou bastante, a companhia dos colegas, o humanismo que eles tiveram, tudo foi muito importante”, pontua.

 

O recado

Por ter passado por algo tão sério e ser um sinônimo de força e alegria, Tauana deixa um alerta a todas as pessoas, em especial ao público feminino: “façam o autoexame. Muitas vezes não temos a noção de que por meio de um toque é possível “se descobrir”. Hoje tenho o conhecimento de que, ninguém mais do que nós pode se conhecer e saber o momento em que algo não está certo. Outra dica é ir ao médico todo ano. Isso é fundamental. Devemos manter a saúde em dia. Se estamos bem, conseguimos fazer tudo o que quisermos”.

 

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