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O mundo dentro de Erechim

Denominação das ruas da cidade segue sistematização aplicada de forma geométrica e hierarquia nas nomenclaturas

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Por Najaska Martins najaska@jornalbomdia.com.br

Imagine andar alguns metros e ir de Passo Fundo para Porto Alegre. Ou ainda, sair da Argentina e estar na Alemanha em poucos minutos de caminhada. E que tal passear pelo Uruguai, pela Polônia, por Portugal e depois conhecer Minas Gerais ou São Paulo tudo isto em algumas horas. Em Erechim, é possível, pelo menos a julgar pelos nomes de parte das ruas que compõem o município.

 

 

 

A cidade, conforme afirma Karla Funfgelt em sua pesquisa “História da paisagem e evolução urbana da cidade de Erechim” tem uma sistematização na nomenclatura das ruas, que foi aplicada de forma geométrica, distribuída em conjuntos. Desta forma, ela explica que as ruas paralelas, no sentido Norte-Sul, foram denominadas com topônimos (nome geográfico) de Estados, formando um conjunto no lado leste, e, no outro conjunto, do lado oeste, nomes de países. Já as ruas perpendiculares, no lado leste também foram agrupadas e denominadas com nomes de capitais dos Estados brasileiros, enquanto no lado oeste, receberam nomes de cidades do RS. Já as praças e avenidas foram denominadas homenageando personagens da história do Brasil.

O trabalho aponta ainda que a Avenida que corta a malha foi dividida, à época de seu planejamento, em duas, sendo que a parte norte que hoje se conhece por Maurício Cardoso até então era Av. José Bonifácio, enquanto a parte sul recebeu o nome de Av. Sete de Setembro. Em sua pesquisa, que lhe conferiu grau de mestre em Geografia na área de Desenvolvimento Regional e Urbano pela Universidade Federal de Santa Catarina, Karla analisa que “O eixo principal e as diagonais receberam a classificação de avenidas, as demais foram classificadas como ruas, demonstrando claramente, mais uma vez, a hierarquia já prevista no projeto”.

Ainda conforme a pesquisa, as ruas e avenidas foram renomeadas posteriormente e a planta é delimitada em quadrantes, nos quais as ruas são denominadas respeitando, novamente, uma hierarquia pré-determinada. Desta forma, no quadrante nordeste, a denominação homenageia personagens da história municipal e estadual; no quadrante sudeste, nomes de Estados; no quadrante noroeste, de países, e no sudoeste de personagens da história do país.

De José Bonifácio à Praça da Bandeira

Considerada ponto central de Erechim, a Praça da Bandeira só passou a se chamar assim em novembro de 1938. Até então, sua denominação era Praça Cristóvão Colombo. A construção mais imponente em torno do espaço é a da Prefeitura, concluída em 1932. De acordo com Karla, em seu trabalho, o edifício teve seu projeto feito em Porto Alegre e trazia formas neoclássicas, tendo como objetivo refletir, a partir de sua arquitetura, a ideia de hierarquia e reforçar ainda mais a praça como centro simbólico da cidade.

A partir da década de 40, com um novo projeto urbanístico, a Praça da Bandeira passa a ter uma nova imagem. Conforme consta no trabalho de Karla, o novo projeto previa a instalação de um chafariz, que foi implantado no início dos anos 50 e permanece até hoje no local. “A fonte, em estilo moderno, era iluminada e, ao projetar água, difundia matizes coloridas”.

A bandeira que justifica o nome da Praça foi colocada só em 1998. Em Sete de Setembro daquele ano foi erguido um mastro de 36 metros de altura sustentando uma bandeira do Pavilhão Nacional de 6,30 metros por 8,96 metros. 

Confira a reportagem completa em nossa edição impressa...

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