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Ensino

Tecnologia e gratuidade: MEC lança carteirinha estudantil digital

Documento será emitido a partir de dezembro pelas lojas Google Play e Apple Store

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O documento será ofertado nas lojas Google Play e Apple Store
Por Amanda Mendes
Foto Amanda Mendes

Neste mês, o governo federal lançou a carteirinha estudantil digital e gratuita que começará a ser emitida dentro de três meses. De acordo com a Agência Brasil, o prazo foi estimulado por meio da publicação de uma Medida Provisória (MP) que dispõe sobre o benefício do pagamento de meia-entrada para estudantes em espetáculos artísticos, culturais e esportivos. O documento será ofertado nas lojas Google Play e Apple Store.

A reportagem do Jornal Bom Dia conversou com representantes dos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCE’s) dos campi de Erechim da Universidade Regional Integrada (URI) e da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Na oportunidade, eles destacaram a importância de viabilizar o documento gratuitamente e utilizar as tecnologias a favor da rotina estudantil.

Conforme o acadêmico em Direito e presidente do DCE da URI, Wallace Soares, atualmente a emissão de carteirinhas custa cerca de R$30,00 e o valor arrecadado é investido na manutenção da estrutura dos diretórios e dos centros acadêmicos dos cursos de graduação.

Por ano são confeccionadas cerca de 700 carteirinhas na URI. No entanto, pensando no benefício aos discentes, Walace apoia a ação. “Na minha opinião a carteira digital de forma gratuita vem ao encontro da modernidade e faz com que entidades de representação estudantil busquem outras alternativas de arrecadação para de fato melhorar a vida dos acadêmicos”, comentou.

Para a coordenadora geral do DCE e discente em Pedagogia da UFFS, Pamela Marmentini Corrêa, o que mais chama a atenção é a carteirinha ser gratuita. “As universidades, principalmente a UFFS, recebem muitos estudantes de classes populares, então ter a possibilidade de viabilizar o direito da meia-entrada por meio de um documento gratuito, é excelente. Afinal, muitos de nós só entramos em contato com setores artísticos e esportivos a partir do ensino superior e é o momento de conseguirmos ter essa apropriação cultural”.

No entanto, a Agência Brasil ressalta que o estudante que solicitar a carteira digital terá que consentir com o compartilhamento dos dados cadastrais e pessoais com o Ministério da Educação (MEC) para subsidiar o Sistema Educacional Brasileiro (o novo banco de dados nacional dos alunos), a ser criado e mantido pela pasta. O MEC poderá usar essas informações apenas para formulação, implementação, execução, avaliação e monitoramento de políticas públicas. O sigilo dos dados pessoais deve ser garantido sempre que possível. Segundo a MP, a nova carteira estudantil física solicitada em um ano será válida até 31 de março do ano seguinte e a digital só perderá a validade quando o estudante se desvincular do estabelecimento.

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