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Banco de Sangue: Financeiro coloca entidade em situação de risco

Além do tempo que coloca a entidade em risco devido a busca de um encaminhamento favorável, um total de R$ 285.000,00 foram investidos em equipamentos e mobiliários para atender as exigências da Vigilância Sanitária

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Banco de Sangue de Erechim
Por Da Redação - jornalismo@jornalbomdia.com.br

A Associação Beneficente dos Receptores de Sangue de Erechim (ABRSE) vive um momento delicado e, ao mesmo tempo, contraditório. Avança em algumas demandas extremamente importantes e não consegue equacionar fragilidades apontadas. De acordo com administrador judicial provisório Jackson Arpini, desde que a entidade  foi assumida, a equipe está defendendo, de forma veemente, que é um serviço privado, sem fins lucrativo e, que atende em complementariedade do serviço público de saúde (SUS), situação amparada pela Lei nº 8.080/90. 

 

O Banco de Sangue atua há vários anos como uma unidade complementar do sistema único de saúde (SUS). É uma entidade privada, sem fins lucrativos que atende em consonância com a legislação vigente. De acordo com o administrador judicial provisório Jackson Arpini, foi solicitado via ofício ao Ministério da Saúde, Setor de Coordenação Geral de Sangue e Hemocomponentes, à cedência e instalação do programa denominado Hemovida.

O programa Hemovida

Este programa é destinado exclusivamente aos serviços que atendem o sistema público de saúde. Neste sentido, o Banco de Sangue é uma entidade que atende, prioritariamente, o SUS, em que se abastece os dois maiores hospitais da região: a FHSTE (público) e o Hospital de Caridade (filantrópico). 

Solicitações do Ministério da Saúde

Ainda conforme Arpini, na terça-feira (26), o Ministério da Saúde fez um telefonema confirmando a agenda solicitada em Brasília, para tratar especificamente deste assunto, bem como, para encaminhar a vinda à Erechim de dois técnicos do Setor de Sangue e Hemocomponentes, do Ministério da Saúde, para dimensionar a unidade para instalação do programa Hemovida. O programa tem por finalidade informatizar todo o processo de captação de sangue, da coleta até o abastecimento. 

De acordo com o administrador judicial provisório deve cumprir agenda em Brasília no início de maio. "Estamos avançando a passos largos em algumas áreas, como na aquisição de equipamentos e mobiliários. Através das diversas ações, campanhas e iniciativas foram arrecadadas, com o apoio maciço de inúmeras entidades e da comunidade em geral, aproximadamente R$ 250.000,00, e foram investidos, aproximadamente, R$ 285.000,00 em equipamentos e mobiliários como geladeiras e freezers específicos para sangue, estabilizadores, centrifugas, homegeinizadores de sangue, nobreaks, equipamentos de informática, bancadas em granito, geladeiras, freezers, aparelhos de banho maria, micro hematócrito, ar condicionados, entre outras, para atender as exigências da Vigilância Sanitária".

"Infelizmente não estamos avançando na mesma proporção dos apontamentos", diz Arpini

Ainda de acordo com o administrador judicial provisório, a equipe não está avançando na mesma proporção com relação aos apontamentos da Divisão de Vigilância Sanitária do estado do Rio Grande do Sul. "Reitero que estamos frente a um contraditório.

Avançamos em alguns pontos complexos (Hemovida) e não conseguimos apesar do esforço dispensado a causa, transpor alguns obstáculos. Estamos na eminência de encerrar as atividades por falta de recursos o que trata, na nossa concepção, prejuízos à cidade de Erechim e região e, ao mesmo tempo, conseguimos algo considerado extremamente difícil, para não dizer impossível. O tempo está passando e não temos como suportar esta situação" disse. 
Para explicar a situação, de uma forma clara, Jackson especifica que é como se o Banco de Sangue tivesse entrado na UTI com colapso hemorrágico. "Se não estancarmos a hemorragia (recursos financeiros) entramos em choque hipovolêmico e, consequentemente, vamos a óbito". 

Próximos passos 

Na próxima semana deverão ocorrer duas relevantes reuniões. Uma das entidades que integram a associação e outra junto a junto a AMAU com lideranças locais regionais para que se defina o que o caso requer, até quando é possível suportar esta situação, no que tange ao aspecto financeiro. "Neste caso podemos afirmar categoricamente que o tempo urge e não estamos falando aqui, da importância e relevância da reabertura dos trabalhos e da missão primordial de uma unidade hemoterápica, que é a de ajudar a salvar vidas", finalizou Arpini.

 

 

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