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Esportes

Com trajetória vitoriosa, Elton Dalla Vecchia é a cara e o jeito do Atlântico

“Não existe clube para a diretoria, tem que ter torcida. A paixão tem que existir. A razão nós trabalhamos, e a paixão fica com o torcedor”, destaca Elton

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Preparador físico e supervisor do Atlântico, Elton Dalla Vecchia
Reunião com os acampados
Por Kaliandra Alves Dias
Foto Kaliandra Alves Dias

Superação e trabalho. Essas foram as palavras escolhidas pelo preparador físico e supervisor do Atlântico, Elton Dalla Vecchia, para resumir a rotina desenvolvida no clube erechinense.

A história de Elton com o futsal começou a ser traçada em 1998, na Associação Erechim, quando desempenhava a função de preparador físico. No ano seguinte, aceitou o desafio e passou a ser o técnico da equipe. No Atlântico, a modalidade começou a ganhar forma nos anos 2000. No verde-rubro, Dalla Vecchia, deu continuidade as funções. A partir de 2001, Elton optou por permanecer na preparação física até 2004. Em 2005, assumiu a supervisão do Galo. Em 2009, mais um desafio, desta vez, na gerência do departamento de futsal. “São funções próximas e distintas. Gosto da parte de quadra e da preparação física, a parte de organização e funcionalidade do departamento, temos que fazer e temos o domínio de como o clube funciona”.

Momento desafiador na história do Galo

Disputar uma Liga Nacional de Futsal (LNF) é o sonho de muitos times. Mas para quem vê a situação de fora, não conhece a trajetória árdua para fazer a bola rolar. “O início é desafiador. Não tínhamos domínio das ações. Tivemos dificuldade de fazer algumas coisas que hoje fazemos com mais facilidade. Quando começamos a disputar a LNF em 2002, não tínhamos o respeito e a credibilidade. E fomos mostrando a maneira de fazer futsal. Hoje, somos exemplos e muitos clubes buscam e tentam fazer semelhante a nós. De 2009 para 2010, fizemos a previsão do crescimento em termos de estratégias, pensávamos em conquistar títulos gaúchos e brasileiros”.

A ascensão do Atlântico

Recentemente, o Galo conquistou o seu bicampeonato na Taça Brasil. Mas além desta conquista, o clube erechinense pode se orgulhar dos títulos na Libertadores e Mundial. As vitórias em quadra são os resultados de um planejamento que iniciou após da conquista no estadual em 2011. “Em 2012 traçamos as metas e objetivos para que pudéssemos chegar onde estamos. Sentimos que era possível. Mesmo com pouco investimento tínhamos condições de fazer uma equipe vencedora. Foi quando ‘damos o pulo’ e deixamos enfatizado se queríamos ser uma equipe comum que apenas participava das competições, ou se seríamos um time que gostaria de vencer”, destaca Elton.

Nos últimos quatro anos, o Atlântico esteve duas vezes na lista dos 10 melhores times de futsal do Mundo. Fazer futsal com poucos recursos, mas com excelência no aspecto administrativo e técnico, é um dos legados do Galo de Erechim. “Somos um clube que temos uma estrutura invejável, temos uma boa organização. Não somos um clube que tem um poder de investimento. Se pegarmos os 20 clubes que disputam a LNF e os estaduais, tem equipes que tem um investimento maior que o nosso”.

Mas as glórias não são apenas do departamento de futsal, Elton também destacou que os resultados são frutos do trabalho realizado pelo presidente, Julio Brondani, e que passa por cada setor. “Todo o clube funciona da mesma maneira e pensa da mesma maneira. Somos um clube centenário, mas que tem 20 anos no departamento de futsal. Na primeira década aprendemos muito. Desafio qualquer clube do Brasil a ter os resultados e desempenho que tivemos – seja em conquistas ou chegar em semifinais e finais. Isso se dá ao trabalho e seriedade”.

A excelência na organização de eventos esportivos

Erechim sediou três edições da Taça Brasil, além da Libertadores e Mundial. A Taça de Brasil 2013 foi o primeiro desafio. “Buscamos junto a Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) o sediamento. Acreditávamos que tínhamos capacidade de fazer. Fizemos e fomos campeões”.

Com o título inédito, o Galo garantiu a sua classificação a Libertadores da América. A competição sul-americana seria realizada na Argentina, mas os “hermanos” acabaram desistindo. Novamente, o clube erechinense se candidatou para ser sede. “A Conmebol veio conhecer a estrutura. Nos avaliou e autorizou a realização da competição em Erechim”. E em uma final eletrizante diante do Boca Juniors, o Galo pintou a América de verde e vermelho.

Com os objetivos traçados de conquistar um título nacional e internacional, o Galo começou a disputa para o tão sonhado Mundial. O “topo da pirâmide” destacado por Elton. A competição que seria realizada na Europa, acabou tendo o seu destino mudado. E novamente, a Capital da Amizade foi escolhida como palco de um dos maiores eventos esportivos. “Foi um desafio grande, em virtude de pessoas com culturas e religiões diferentes. Foi aí que vimos a dificuldade que é para uma delegação entrar no Brasil. Tivemos que trabalhar com as embaixadas, e eram cinco países diferentes. Não tínhamos acesso as embaixadas, fomos atrás das informações e conseguimos recebê-los bem”, salienta Elton.

A reestrutura no Atlântico

Com a conquista dos títulos nacionais e internacionais, o Galo passou por uma reestrutura. Apesar da conquista no Gaúcho de 2016, o time não conseguiu o objetivo de garantir mais uma taça nacional. No ano passado, o Atlântico realizou uma temporada inesquecível, apesar do vice-campeonato na Liga Nacional de Futsal. “Chegamos em cinco finais, infelizmente não conquistamos os títulos. Mas as chegadas são importantes quando analisamos o trabalho. Mantivemos a comissão técnica e fizemos alterações, diminuindo investimentos devido as condições econômicas. Neste ano, a equipe demorou a entrosar. Levou muito tempo e não passava credibilidade, mas tínhamos confiança. Agora vamos analisar como a equipe vai se portar nos playoffs da Liga”.

O apoio da torcida

Independente da fase que o time enfrenta, os torcedores do Galo estão sempre presentes no Caldeirão. E foi na casa do Atlântico, que os títulos mais importantes foram conquistados. “Sempre digo: se o clube existe, é porque tem uma torcida. Não existe clube para a diretoria, tem que ter torcida. A paixão tem que existir. A razão nós trabalhamos, e a paixão fica com o torcedor. Se tirarmos isso do torcedor não somos ninguém. Não existe torcedor que chega aqui e que cruza os braços e vai embora. Tem que torcer sempre respeitando o adversário. O nosso torcedor acompanhou o nosso crescimento e faz parte das conquistas”, finaliza Elton.

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