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Cultura

Fórum aponta caminhos para se fazer turismo, a questão é, o que se fará com isso?

Palestrantes falaram que é preciso fazer investimentos, ter eventos, integração entre poder público, empresários, trade turístico e comunidade, criar identidade e valorizar cada potencialidade regional, compreender que o turismo produz muitos empregos e gera riqueza

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Fórum discutiu estratégias para consolidar o turismo regional
O norte do Rio Grande do Sul tem muito potencial turístico, diz Edson
É importante ter uma instituição forte que represente prefeituras, vereanças, empresariado e a vonta
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Durante o dia de ontem (29) foi realizado o 1º Fórum de Turismo do Norte do Estado do Rio Grande do Sul, no Centro Cultural 25 de Julho. O evento reuniu prefeitos, secretários de turismo das regiões, investidores, empresários, representantes de entidades e público interessado em fortalecer o turismo regional.

O primeiro palestrante, Edson Humberto Nespolo, falou sobre a importância dos destinos que investiram em turismo e se prepararam para esse setor, “e que os municípios que investem em turismo têm um retorno fabuloso”.  

Edson também ressaltou a importância de se ter eventos para atrair turistas, na área de lazer, entretenimento, esportiva, religiosa, entre outros. “Todos os eventos são fundamentais para desenvolver o turismo e atrair turistas”, disse.

O primeiro passo

O pontapé inicial, explica Edson, é a integração entre setor público, iniciativa privada, trading de turismo como agências, hotéis e entidades. “Todos se unirem, isso é o principal. O poder público tem que criar boas leis que protejam o turismo e que deem condições ao setor”, afirma. Além disso, trabalhar a educação para o turismo nas escolas, porque segundo ele, “o turismo também é uma questão cultural e que vai mudando a mentalidade das pessoas ao longo dos anos”.  

Contudo, o palestrante ressalta, “a primeira questão é a união da iniciativa privada, poder público e o trade turístico, isso é fundamental para criar regras, quando todos investem e pegam do mesmo lado, todos se juntam os resultados são positivos”.

Muito a oferecer

Conforme Edson, o norte do Rio Grande do Sul tem muito potencial turístico em diferentes áreas, e tem muito a oferecer aos turistas, e cita como exemplo, as etnias, a formação étnica da região, que é rica culturalmente. “São questões que a gente tem inveja, e só isso já daria um evento”, diz.

Ele também enfatiza que a região tem a maior riqueza de águas do Estado e talvez do Brasil, são águas termais, rios, açudes, lagos, no entanto, um potencial subaproveitado. “Tem muitas coisas que o norte do RS tem para explorar”, afirma.

Conforme Edson, o turismo rural, as agroindústrias, agricultura, pecuária, são outras áreas que podem ser exploradas e que cada vez mais se desenvolvem, porque as pessoas estão sufocadas nas cidades. “Poderiam ser atrações fundamentais, é só se organizar um pouco que o norte que já é pujante, pode explorar muito mais também o turismo”, afirma.

Regionalização

O segundo palestrante, Maximilianus Pinent, disse que a primeira questão é criar uma estrutura legal dentro da regionalização, e que esse processo no Rio Grande do Sul tem uma série de falhas. “Principalmente, porque não tem um empoderamento jurídico das entidades, no Brasil não tem uma legislação regional, e isso faz com que se tenha polos de desenvolvimento espalhados pelo interior do país, que caminham com suas próprias pernas”, disse.

Ele observa que é importante criar um processo de desenvolvimento que respeite os condicionantes de cada lugar, a cadeia produtiva e valorize cada região. “Um exemplo é a região de Champanhe na França, que tem uma estrutura, um arcabouço legal para fazer com que toda essa região se desenvolva com um nome próprio e se respeite a produção de Champanhe. E não quer dizer que em outras regiões não se produza espumantes, mas eles têm a sua região reconhecida como a única que produz Champanhe”, comenta.

O palestrante afirma que assim eles valorizam a região e com isso fazem com as pessoas tenham interesse de ir para lá conhecer aquele lugar, fazer turismo. “Quando se cria uma identidade, há valorização, e a imagem dessa região passa ser respeitada, e é isso que está faltando na região de Erechim e em tantas outras regiões do RS”, afirma.

Além disso, observa Maximilianus, é necessário identificar qual é a especialização econômica da região e, a partir dela, ver todas as outras atividades reflexas. “Se aqui produz carrocerias de caminhões, quais são os insumos para produzir isso? Esses insumos trazem um monte de pessoas para fazer negócios? Essas pessoas já são turistas, então, a gente tem em todas as cadeias produtivas alguma forma de produzir turismo, o que precisa fazer é reconhecer esse turista, qual é o motivo que traz ele para cá, é cultural, é termas e águas, negócios, reconhecendo tudo isso a gente consegue trabalhar”, diz.

Conforme ele, outro ponto importante é ter uma instituição forte, que represente prefeituras, vereanças, empresariado e a vontade da comunidade, porque o turismo produz muitos empregos que faz com que o dinheiro circule constantemente na região. “Dinheiro circulando significa que as pessoas têm poder de compra e fazem com que a região enriqueça e tragam mais pessoas para consumir. Isso é importante reconhecer”, afirma.  

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