O técnico russo Rashid Kamaletdinov levará na bagagem a primeira experiência com o futsal brasileiro. No comando do Orgkhim, há três anos, Rashid veio a “Capital da Amizade” assistir aos jogos da Taça Brasil e observar os jogadores brasileiros.
Sentado nas arquibancadas do Caldeirão do Galo, Rashid estava acompanhado do seu tradutor, Slava Yakovlev. Em entrevista exclusiva ao Bom Dia, com um sorriso no rosto, o treinador destacou a hospitalidade com que foi recebido. “Espero retornar mais vezes. Fui muito bem recepcionado, o povo é muito hospitaleiro. Conheci a estrutura do clube e as escolinhas”.
Orgkhim e a busca por reforços
Atualmente o time russo disputa a Liga Superior de Futsal. A equipe busca reforçar o seu elenco para garantir vaga na Super Liga – a competição máxima do futsal russo.
As primeiras impressões da Taça Brasil
Rashid e Slava assistiram a três dias de competição. "Senti que no primeiro dia os times estavam nervosos e não mostraram um bom jogo. Na segunda e terceira rodada, eles tiveram mais técnica e os estão jogando para ganhar pontos e sair com a classificação", salientou o treinador russo.
As diferenças do futsal russo para o brasileiro
Concorrência e "bola colada aos pés". Foi com essas duas características que Rashid frisou a diferença do futsal brasileiro para o russo. "Aqui os jogadores se esforçam para estar em quadra, e existe uma grande concorrência. Os goleiros também participam muito da partida, e isso não é comum na Rússia. A bola parece que está colocada aos pés dos atletas".
A paixão transmitida pela torcida organizada, Camisa 6, também chamou a atenção. “A torcida tem muita emoção e apoia. Vi que alguns torcedores estavam nervosos com o juiz no jogo do Atlântico diante do Foz, por não estarem concordando com ele. Aqui todos são muito apaixonados”.
O candidato ao título
Apesar de ter se hospedado poucos dias na Capital da Amizade, três equipes chamaram a atenção do russo e elas são algumas candidatas ao título na competição. “ACBF, Foz e o Atlântico são times que têm condições de conquistar o título”.
Mas antes de retornar à Rússia, Rashid aprendeu a preparar o chimarrão. E a bebida típica do nosso Estado chamou a atenção. “Tem um gosto amargo. Quantas vezes vocês tomam por dia? Ele traz benefícios a saúde?” Dúvidas, curiosidades que podem ser sanadas em uma próxima vinda ao Brasil. E Rashid já deixou enfatizado que pretende retornar à verdadeira “Capital da Amizade”.