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Feira do Livro: patrono e homenageado relatam o orgulho a partir da indicação

Bom Dia com o jornalista José Ody e com o padre Antoninho Neto. Confira as entrevistas especiais

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Convite foi realizado na manhã de terça-feira (29), na prefeitura
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação

Surpresa, orgulho e humildade. Esses foram os sentimentos despertados no jornalista José Ody, ao receber o convite para ser patrono da 21º edição da Feira do Livro de Erechim. "Não digo que nunca sonhei com a possibilidade de um dia ter meu nome lembrado, mas isso aconteceu muito antes do que eu previa", contou à reportagem do Jornal Bom Dia. Da mesma maneira, o padre Antoninho Neto, que será o homenageado deste ano, também se surpreendeu. 
Outro sentimento que une o patrono e o homenageado é o orgulho. "Acredito que para qualquer é motivo de orgulho. Afinal, fui escolhido por uma comissão e não por uma indicação pessoal de alguém. E entre outros nomes, esse grupo me escolheu, que para mim, representa o reconhecimento pelo trabalho que desenvolvo como jornalista", afirmou Ody. 
Padre Antoninho disse: "recebi o convite, primeiramente com surpresa, já que por mais que falam que escrevo, na minha opinião eu só rabisco mesmo (risos). Tenho algumas publicações sobre liturgias, celebrações, sacramentos e mais recente o histórico da Diocese, mas não considero obras. E como a Feira do Livro é vinculada a escritores consagrados, fiquei bastante surpreso. Contudo, isso não impediu o sentimento de gratidão e me mostrou o reconhecimento da comissão, dos ex-patronos e de todos que estão planejando esta edição. Sobretudo, estendo essa homenagem à Paroquia São José, pois neste ano estamos completando nosso centenário e sempre lidei com a escrita na igreja", destacou padre Antoninho. 
Para o religioso, sua história não tem como ser separada da igreja católica. "As letras me perseguiam, sempre atuei em publicações impressas e em assessoria. E, se não fosse pelas funções na igreja, talvez não estivesse redigindo coisas assim", concluiu. 
Ody, por sua vez, acredita que o comportamento isento em seu exercício é o que se destaca na sua história. "Eu recebi com surpresa e orgulho, me sinto honrado e ser patrono da Feira do Livro uma vez na vida, fica para a história. Construí uma carreira isenta, dando espaço para todos os seguimentos políticos e, de alguma forma, isso está sendo reconhecido e me sinto muito grato", concluiu. 
Ele comentou que também não se sente, necessariamente, um escritor. "Tenho dois livros publicados, mas acredito que a justificativa pela escolha de meu nome está atrelada a minha trajetória na vida jornalística e em função de todos os anos que trabalhei na imprensa erechinense", acrescentou o patrono. 

O convite
Ambos exercem a arte da escrita há muitos anos e, neste sentido, suas trajetórias serão referenciadas no evento que ocorre no início de novembro. O convite realizado no Salão Nobre da Prefeitura ocorreu na manhã de terça-feira (30). Na oportunidade, a linguística Helena Confortin, representando a Academia Erechinense de Letras, ressaltou a justifica dos convites. "Há mais de 50 anos José Ody vem resgatando a história de Erechim de forma às vezes humorística, irônica, dramática, romântica em seus escritos em colunas, jornais e livros", pontuou. 
Com relação ao padre Antoninho, o que se destaca é o trabalho que realiza há mais de 50 anos na comunidade. "Essa é uma maneira também de prestar homenagem a Paróquia São José, onde o padre foi pároco", concluiu.

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