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Esportes

Pia Sundhage é a nova técnica da Seleção Feminina

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Neste ano, Pia esteve no Brasil participando de uma palestra
Por Kaliandra Alves Dias
Foto CBF/Divulgação

Pela primeira vez em sua história, a Seleção Brasileira Feminina será comandada por uma treinadora estrangeira. A bicampeã olímpica, Pia Sundhage foi anunciada oficialmente pela Confederação Brasileira de Futebol na tarde de ontem (25), mas a Fifa acabou divulgando a informação ainda na quarta-feira.

O “furo” na notícia dado pela entidade máxima do futebol mundial pegou os torcedores brasileiros de surpresa. Mas a receptividade foi imediata, isso porque, Pia tem um currículo repleto de títulos. Além do bicampeonato nas Olimpíadas de 2008 e 2012 pela seleção dos Estados Unidos. A coroação no trabalho também lhe rendeu a Bola de Ouro de 2012. Em 2016, foi a vez de garantir a medalha de prata nas Olimpíadas, competição que foi realizada no Rio de Janeiro.

A mudança

Após duras críticas durante a Copa do Mundo, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, decidiu mudar o comando técnico. Depois de anunciar a demissão de Vadão, a entidade brasileira deu o primeiro pontapé para mudar o cenário do futebol feminino no País, valorizando as atletas.

Defensoras do futebol feminino, a social media, Rafaela Perticarrari e a acadêmica de Jornalismo, Talita Lorenzetti veem com bons olhos a contratação de Pia. Para Rafaela, esse é o início de várias mudanças que devem ser realizadas. “É claro que falta muito. Falta a organização da CBF em relação a base e aos campeonatos, falta o estímulo da mídia para que o futebol passe a ser transmitido e assistido como merece e faltam condições para que nossas jogadoras possam se preocupar apenas em jogar bola em alto nível como já mostraram que pode. Com Pia, alguém que vive o futebol feminino desde sempre e grande vencedora como é, podemos realmente acreditar que agora no nosso banco teremos alguém apta para tomar as melhores escolhas e preparar nossas atletas para as próximas competições que se aproximam. Que grande notícia saber não só que teremos uma mulher como técnica, mas principalmente saber que teremos alguém que está à altura do futebol feminino”.

Já Talita destaca que Pia irá precisar de muita confiança da CBF para fazer um bom trabalho na Seleção. “Em meu ponto de vista, não podemos esperar por resultados imediatos com a chegada da sueca, mas termos uma mulher no cargo, mais uma vez, é um passo muito importante. Se tiver liberdade, Pia, que já foi bicampeã olímpica com os Estados Unidos e levou a Suécia à final na Rio 2016, pode trazer grandes mudanças para o futebol feminino brasileiro, já que mostrou capacidade e profissionalismo ao trabalhar com jogadoras jovens. A ideia da CBF de proporcionar que a treinadora trabalhe desde as categorias de base é fundamental para o desenvolvimento e fortalecimento do esporte, que até pouco tempo não ocupava espaços de protagonismo. A chegada de Pia só reflete a renovação que o futebol feminino brasileiro terá nos próximos anos. Já quanto aos resultados... Eles virão com o tempo”.

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