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Careca destaca a força da torcida no Caldeirão do Galo para a Taça Brasil

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Careca está em busca do seu primeiro título na Taça Brasil
Aos 17 anos, Matheus conquistou o título na Taça Brasil sub17
Por Kaliandra Alves Dias
Foto Ricardo Artifon/CBFS

Aos 30 anos, o goleiro Careca irá disputar a sua segunda Taça Brasil com a camisa do Atlântico. O título, que ainda não foi conquistado pelo jogador, é um dos objetivos a ser concretizados. E neste ano, Careca não quer ver a bola bater na trave como foi em 2018.

Até a estreia na Taça Brasil que será realizada na segunda-feira, 5 de agosto, o Atlântico ainda vai disputar quatro jogos pela Liga Gaúcha. Mas o pensamento do grupo já está na competição mais tradicional do futsal brasileiro. “Ainda temos jogos a serem disputados. Mas os treinos estão sendo intensificados para a Taça. Só pensamos e falamos nisso. O grande objetivo é buscar o título que deixamos escapar no ano passado. Estamos trabalhando firme para que as coisas aconteçam da melhor maneira”, destaca Careca.

O foco na competição aliado ao apoio dos torcedores faz a diferença. E nas últimas rodadas da Liga Nacional de Futsal (LNF) e Liga Gaúcha, o torcedor tem feito a sua parte, e em quadra os jogadores utilizam a motivação para que os resultados positivos se concretizem. Na Taça Brasil essa situação não será diferente. “Vamos estar em quadra e honrar a camisa do Atlântico. O torcedor precisa comprar a ideia e estar junto conosco, lotando esse ginásio. Somos fortes em casa e com o apoio da torcida, somos ainda mais”.

Careca também destaca que as vitórias trazem confiança aos jogadores e também aos torcedores. “Na Taça brasil do ano passado, tivemos um jogo decisivo na fase de grupos. O jogo diante do JEC decidia quem avançava ou não. O torcedor apoiou e conseguimos a vitória. Não consigo ver que o torcedor se desanimou (com o título perdido).  O título não veio, mas no meu modo de ver, tivemos o melhor ano da história do Atlântico”, salienta Careca.

Se o gosto amargo da perda do título diante do Pato Futsal permanece, o Atlântico não quer repetir a cena de ver o cronometro zerando e a festa do adversário no Caldeirão do Galo. “Eu fiquei muito, muito mal e chateado. Tinha cerca de 25 pessoas da minha família que vieram de São Paulo para acompanhar a final. Fiquei triste por ter perdido e tido a taça tão perto e ela ter escapado. O que busco guardar na memória são os momentos bons. A vitória diante do JEC, a semifinal e a alegria do grupo, a experiência e também a alegria. Foi a primeira competição que tive o privilégio de ser titular”.

A paixão pelo futsal presente na família

A paixão pelo futsal faz parte da família Pereira. O irmão Matheus Silva Gomes Pereira, de 17 anos, conquistou o título da Taça Brasil sub17 defendendo o Praia Clube de Uberlândia. Neste ano, a competição foi realizada em Recife, e na final, diante do Sport, o time mineiro venceu os donos da casa pelo placar de 5 a 1.

Entre as histórias envolvendo a modalidade esportiva, Careca destaca uma surpresa que seu pai fez na competição de 2006. Na época, o goleiro defendia o Barueri. “Estávamos na última rodada e buscávamos a classificação, sendo que o empate dava essa vaga para nós. Enfrentamos o último colocado da chave. Meu pai foi fazer surpresa e infelizmente perdemos. Cheguei do jogo no hotel, e meu pai estava descendo do táxi todo feliz, acreditando que iria ver a semifinal... ele retornou para casa conosco no ônibus”.

A chave e o favorito ao título

Segundo Careca, nenhuma das equipes que vão disputar a taça Brasil são desqualificadas, já que todas conquistaram o título no campeonato Estadual. E no grupo do Atlântico, das quatro equipes que compõe o grupo, três disputam a LNF.  “Nós cruzamos com a maioria dos times que disputam a Liga. Sabemos das dificuldades, nos enfrentamos muito durante o ano e não tem o que fazer. Tem que entrar em quadra e buscar o resultado”.

Entre as equipes, Careca também vê o Corinthians como um dos favoritos ao título. “Eles mantiveram a base e tem um excelente treinador. Fizeram contratações pontuais e várias alternâncias na equipe. Mas é aquela coisa, em quadra tudo se resolve, por isso o futsal é um esporte espetacular. Não é um bom time e investimento maior que os outros que vai oferecer alguma garantia”.

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