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Saúde

Cenário desanimador para saúde pública do Alto Uruguai

Estado não sinaliza que irá rever contratos com o Santa, por enquanto

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Estado reconhece a injustiça na distribuição de recursos, mas diz que não pode tirar de um hospital
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Na manhã de ontem (2) comitiva de Erechim esteve em Porto Alegre para discutir a situação do Santa Terezinha que produz muito e recebe pouco, conforme matéria publicada pelo Jornal Bom Dia na semana passada, comparando produção e quanto recebem hospitais similares ao de Erechim que atendem pelo SUS. Estiveram presentes o prefeito Luiz Schmidt, o secretário de Saúde Dércio Nonemacher, o chefe de gabinete Roberto Fabiani, secretário de Obras Vinícius Anziliero e os diretores do hospital Hélio Bianchi e Márcio Antunes Pires. Alguns com outras agendas para o município.

Sinal insuficiente

A reunião junto ao DAHA (Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial) da secretaria estadual de Saúde teve um cenário desanimador e nenhuma novidade. Sinalizaram com um aumento de R$ 200 mil no contrato existente na alta complexidade, o que não se trata de dinheiro novo: “já estão nos pagando este valor desde janeiro por produzirmos a mais”, Bianchi.

Reunião para discutir incentivos

Hoje (3) terá uma reunião da comissão do DAHA que está discutindo os incentivos estaduais, porém sem nenhuma previsão de definição: “O Estado reconhece que há injustiça na distribuição dos incentivos. Mas ao mesmo tempo diz que não tem poder de tirar de um hospital e redistribuir para outro, que isto passará pela referida comissão”, relata Bianchi

Produção excedente

Em relação ao pedido do Santa feito no dia 9 de maio sobre aditamento do teto contratual na média e alta complexidade, solicitaram que até a próxima sexta-feira (5) que o hospital repasse a relação da produção excedente que ultrapassa os R$ 3 milhões.  Quanto ao atraso de pagamento dos incentivos de novembro e dezembro de 2018 o DAHA ficou de verificar junto ao Fundo Estadual de Saúde a possibilidade de pagamento visto que os valores na ordem de R$ 3,5 milhões não foram empenhados pelo Estado.

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