Formar atletas e cidadãos conscientes. As categorias de base do Atlântico não buscam apenas aprimorar a técnica e a qualidade dos jogadores em quadra. A preocupação pelos estudos e atividades extracurriculares fazem parte da rotina de quem busca uma carreira profissional no futsal.
Os primeiros chutes em quadra iniciam na categoria sub 7. De acordo com professor, técnico e coordenador das escolinhas do Atlântico, Evandro Paulo Silva, as atividades realizadas ainda são lúdicas. “Os alunos ainda não aprendem a parte técnica e nem a tática. Todo o aprendizado é realizado brincando, fazendo com que os meninos se divirtam executando um passo e aprendendo a conduzir a bola de forma simples, respeitando os amigos”, destaca o professor. Para incentivar o desenvolvimento da coordenação motora, durante as atividades são utilizadas bola de tênis.
Já no sub 9, as atividades coordenativas começam a ser aplicadas. Nesta fase, as crianças já possuem um interesse por novos desafios, apesar disso, as capacidades de reações e reflexos ainda estão desenvolvidas. Os primeiros fundamentos relacionados a passes, domínios e chutes começam a ser implantados nos treinos. A primeira competição que participam é a Copa Norte de Futsal de Base, que tem como principal objetivo integrar as escolinhas da região.
A escolha pela posição em quadra
Goleiro, ala ou pivô. As posições em quadra são escolhidas de acordo com o talento apresentado nos treinos que são realizados durante a evolução. Mas além disso, outro fator relevante começa a surgir nas categorias sub 11: os sistemas e padrões de jogo.
Segundo Evandro, mesmo sem a cobrança de domínios dos padrões de jogo, as crianças começam a realizar os primeiros movimentos de treino técnico e tático. Tendo Keké e Cristiano Ronaldo como referências no futsal e futebol, o ala Enzo Ionczyk já fala como “adulto”. Indagado sobre o que achava dos treinos, Enzo sorriu e afirmou gostava da companhia dos amigos e também dos treinos que Evandro passava. “É muito importante aprender para aplicar na hora do jogo”, destaca Enzo.
O incentivo pelo futsal surgiu por meio do pai. Enzo conta que foi incentivado a praticar tanto o futsal quanto o futebol. Mas o jovem atleta já sabe qual será a sua escolha. “Eu gosto dos dois, mas no futuro quero o campo”.
Parte técnica colocada em jogo
A partir da categoria sub 13, os fundamentos fazem parte dos treinos. “Eles já apresentam um entendimento e domínio da parte técnica e estão aprendendo a marcar. O destaque também é a iniciação tática, onde a evolução é gradativa, por isso é necessária paciência durante o processo”, destaca Evandro.
O aprimoramento das ações em quadra tem continuidade nas transições que são realizadas ao longo da vida profissional dos jogadores. Os sistemas e padrões de jogo passam a ser prioridades na sub 15, onde os atletas começam a ter um desenvolvimento relacionado aos movimentos técnicos e táticos.
Além dos treinos, os jogadores também são cobrados pelas suas atitudes. “Hoje o nome do Atlântico é mundialmente conhecido. Eles precisam ter uma boa conduta dentro e fora do clube. Desde o momento que eles vestem a camisa de jogo ou colocam uma de passeio, eles representam o Atlântico”, enfatiza.
A evolução em quadra
O sonho de integrar a equipe profissional se tornou realidade para o ala Erick Pedroski. O jogador foi relacionado para a partida entre Atlântico e Joaçaba, onde o Galo venceu por 2 a 1. Apesar da estreia oficial ainda não ter acontecido, Erick destaca a evolução que teve em quadra desde quando integrou a categoria sub 15. “Cheguei aqui e não sabia quase nada, aprendi a jogar bola aqui com o Evandro. Fui evoluindo aos poucos, subi para o sub 20 e estou tendo a oportunidade de integrar o elenco profissional”.
A passagem de Erick pelo sub 17 trouxe grandes aprendizados, entre eles, o direcionamento do atleta em quadra – fator que faz a diferença durante a partida. Outro fator destacado por Evandro é a individualidade de cada atleta nessa fase. “Eles são cobrados da mesma forma que o profissional, sempre respeitando as suas características de jogo. Nessa trajetória percebemos se eles serão ou não um atleta de alto rendimento”.
Prestes a completar 15 anos, Erick já sente a diferença em relação aos treinos realizados entre as categorias com o profissional. “Com o time profissional, aprendi muito mais sobre os padrões de jogo. Essa evolução é muito importante”, finaliza Erick.
A evolução nas quadras também faz com que o atleta se destaque, dando a oportunidade de defender a camisa de outros clubes no Estado, e também em Santa Catarina e no Paraná. Uma trajetória árdua e de empenho diário, transformando o sonho em realidade.