O Ypiranga está a um empate de conquistar a taça da Divisão de Acesso. O Canarinho enfrenta o Esportivo na quinta-feira (23), às 20h, no estádio Montanha dos Vinhedos. Se o momento é de expectativa para a torcida, a partida terá um gosto ainda mais especial para três torcedores do time erechinense.
Quatro gerações em prol do Ypiranga
A bandeira em frente à residência de seu Luciano Tedesco, não carrega apenas o amor que sente pelo Ypiranga. A história da família se interliga com a do Canarinho, pois o avô de Luciano foi um dos fundadores do clube. Em meio a arquivos históricos, lembranças de momentos inesquecíveis.
Da construção do estádio Colosso da Lagoa aos momentos de superação e das conquistas na Divisão de Acesso. Ao falar do time do coração, Luciano se emociona e relembra dos acessos conquistados, momentos descritos com lágrimas nos olhos. “Todos os acessos foram inesquecíveis. Estamos felizes com o retorno à elite do futebol”.
Sócio do Ypiranga desde 1976, o torcedor canarinho viu a mobilização dos erechinenses em prol do clube. Em 1969, mais de 60 mil torcedores faziam parte do quadro social. Infelizmente, nos dias atuais, essa situação mudou. As arquibancadas do Colosso da Lagoa não são mais as mesmas, reflexo de uma cidade que também torce para os dois principais clubes da capital.
A torcida que vem de Porto Alegre
O futebol faz parte da vida da estudante de jornalismo, Talita Lorenzetti. Ainda na infância, a rainha da Frinape começou a frequentar o Colosso da Lagoa, na companhia do irmão que na época era integrante da torcida organizada “Mancha do Ypiranga”. “Ao lado do meu pai e do meu irmão vi o Ypiranga viver grandes momentos e acabei criando um carinho muito grande pelo clube e pelas alegrias que me dava”.
Residindo em Porto Alegre há quase três anos, Talita acompanhou a trajetória do Canarinho na Divisão de Acesso e também o retorno à elite do futebol gaúcho. Mas diferente da torcedora, muitos erechinenses acabam não valorizando a equipe. “Mesmo longe me empenho para acompanhar o Ypiranga em todos os momentos. Acredito que seja fundamental que a comunidade se engaje e valorize as equipes da nossa cidade. Nós sabemos da grandeza da dupla GreNal e da dedicação do Atlântico nos últimos anos, mas o público que acompanha o Ypiranga ainda é muito inferior. Na nova fase que o clube viverá no próximo ano será imprescindível que nossa cidade apoie, torça, respeite, frequente o estádio e reconheça a importância do clube”, reforça.
Da família vem o apoio verde-amarelo
André Stankiewicz é o irmão do presidente, Adilson. Ao longo desses anos, André acompanhou de perto as batalhas do clube em campo e também fora das quatro linhas. Para o erechinense, os torcedores do Canarinho são exigentes. “Percebo que eles (torcedores) são exigentes, sempre querem o melhor e querem assistir a bons jogos. Na situação em que o time se encontrava, era difícil alguns entenderem a situação que o clube se encontrava. Por causa da questão financeira, era difícil trazer bons jogadores”.
Assim como Luciano e Talita, André também tem a esperança de que o título da competição retorne a Erechim, coroando o fim de um ciclo - ou como os torcedores costumam dizer: é o “adeus ao inferno”.