Com um sorriso tímido, a erechinense Kétlin Toniollo, de 17 anos, tenta retomar a rotina que mantinha na Capital da Amizade antes de embarcar para a Tailândia, onde disputou o Mundial de Muay Thai. Além de Kétilin, Vithor Bublitz (19) e o professor André Ribeiro, também embarcaram para Bangkok.
A disputa ocorreu entre os dias 12 e 20 de março e reuniu atletas de 36 países. "São dez horas de fuso horário. Embarcamos alguns dias antes para acostumar o organismo. Na Tailândia, eles fazem comidas muito apimentadas, tivemos que cuidar um pouco da alimentação", destaca Kétlin.
A competição
A preparação mental foi um desafio para os atletas durante a competição. "Tínhamos que chegar lá convictos de que era isso que queríamos e precisávamos, independente do resultado. A questão mental foi a mais complicada".
A rotina de treinos também aumentou, passando para quatro horas diárias.
A falta de incentivo
Quando falamos de esportes, os olhos se voltam apenas para a bola e outras modalidades acabam sendo esquecidas pelo poder público e também pelos patrocinadores. No muay thai, a história não foi diferente. Kétlin, Vithor e André utilizaram os próprios recursos financeiros para custear as despesas da viagem. "De patrocínio tivemos apenas um. A maioria das empresas não tinha o interesse em patrocinar pela desconfiança, por não conhecerem o esporte que é praticado".
A conquista do título
"Foi uma luta complicada". Esta foi a definição de Kétlin ao comentar sobre a final diante de uma francesa. A vitória no duelo, deu a erechinense o título de campeã mundial na categoria de 51 a 54 kg. "No fim da luta, não sabia que tinha vencido. Quando descobri que fui a campeã, fiquei em choque e não acreditava. Foi merecido, para nós três", finaliza Kétlin.