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Saúde

Endividado, a situação do Santa Terezinha se agrava a cada dia

Executivo erechinense repassa mais R$ 1,5 milhão para custeio do hospital

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O atraso nos repasses deixa uma dívida de R$ 12 milhões
Vários vereadores se pronunciaram preocupados com o futuro do hospital
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Acaba ano. Inicia ano. E é a mesma coisa. O Executivo erechinense encaminha projeto e a Câmara de Vereadores marca sessão extraordinária para votar repasse para a Fundação Hospitalar Santa Terezinha.

Medida paliativa

Mas o que mais preocupa é que esses recursos não são para aquisição de equipamentos, melhorias da qualidade do serviço ofertado, reforma de estruturas obsoletas. É apenas para amenizar o custeio com fornecedores, prestadores de serviços e até salários de funcionários.

R$ 12 milhões descobertos

E na sessão extraordinária de ontem (4) à tarde, mais R$ 1,5 milhão foi aprovado por unanimidade pelos vereadores. E um recurso que irá evaporar rapidinho, pois a dívida do hospital, segundo alguns vereadores em tribuna gira em torno de R$ 12 milhões. Um valor superior ao que tem que receber em atraso do Estado.

No limite

Uma equação que está chegando ao seu limite. O município está sufocando. Essa palavra foi dita pelo prefeito Schmidt em recente visita a secretaria Estadual de Saúde. O município injeta milhões e milhões todos os anos, mas de forma paliativa, pois não se resolve o problema. Apenas se adia.

O Estado não faz sua parte

Os atrasos são recorrentes. O Estado não faz sua parte (mesmo entendo a situação de penúria. E quem paga a conta? Os municípios que estão cada vez com mais encargos em função de um sistema público que já se exauri e precisa ser revisto. Ou será feito algo quando os hospitais fecharem? Quando a população não tiver mais para onde recorrer?

Mais um agravante

A situação é delicada e o Alto Uruguai tem mais um agravante: a falta de representatividade política, pois em muitos lugares, onde possuem representantes, os recursos são maiores e não a conta gotas, como é o nosso caso. Sem querer alarmar, mas está mais do que na hora dos governantes colocarem a mão na massa e discutirem o pacto federativo.

O tamanho do fardo

O vereador Lucas Farina (PT) em seu pronunciamento sobre o repasse para o Santa se mostrou preocupado com a dívida. Que é necessária uma ampla discussão de como buscar uma alternativa definitiva para a situação do hospital e se preocupa até quando o município irá suportar arcar com esse fardo

A história se repete  

Pelo terceiro ano consecutivo – 2017, 2018, 2019 – a Câmara de Vereadores de Erechim se reúne no início do ano para aprovar projeto para repasses ao Santa. Esse foi o tom do vereador Ale Dal Zotto (PSB). E questionou por que não foi trocado o diretor executivo que colocou o cargo à disposição desde outubro do ano passado.

100% SUS

O projeto de abraçar o Santa Terezinha com empresas privadas e a população ajudando, foi o que explanou em plenário Eni Scandolara (Progressistas). Lembrou que o problema se arrasta desde 2014, quando o hospital foi transformado em 100% SUS e posteriormente os atrasos começaram a ficar recorrentes

Falta de representatividade

André Jucoski (PDT) adotou um discurso político. Chamou a responsabilidade dos 31 deputados federais gaúchos para ajudarem no problema do hospital, lembrando nossa falta de representatividade política, além de alertar que está deixando de se investir em outras áreas, em função dos constantes repasses que são necessários.

A corda arrebentando

Para o vereador Claudemir de Araújo (PTB), quando se fala de Santa Terezinha é que a corda está arrebentando. Para ele esses repasses apenas maquia um problema que vem de anos e é necessária uma intervenção maior para se resolver o problema.

A conta não é só de Erechim

O vereador do MDB, Nadir Barbosa frisou que os repasses federais, mesmo que com atraso vem, que o problema maior é o Estado. E chamou os demais municípios para ajudar a pagar a conta que não é só de Erechim. Para ele é muito fácil colocar o paciente numa ambulância e mandar para o Santa Terezinha e se eximir do problema.

Tabela do SUS defasada

Rafael Ayub (MDB) que já foi diretor executivo do Santa Terezinha falou que está uma velha discussão de como manter o hospital de forma sanada e que a própria tabela do SUS é defasada e se transforma num dificultado extra, aliado a todos os demais. Defende que todos participem das negociações em prol de soluções para a casa de saúde

Momento crítico

Gilson Serafin (PSD) ressaltou que o momento é muito crítico, que esse recurso apenas apaga o incêndio, mas não resolve o problema. E a exemplo da líder de governo, Eni Scandolara, conclama a iniciativa privada a ajudar na melhoria dos quartos e outras estruturas do hospital já ‘carcomidas’, pela falta de manutenção. E fez questão de deixar claro que não é fácil para prestadores de serviços e fornecedores ficarem sempre 90 dias sem receber.

Poço se fundo

Que a saúde é um ambiente onde independentemente de quanto se gasta nunca é o suficiente não é novidade para ninguém. Márcio Pavoni (Solidariedade) reforçou isso que hoje ‘é um poço sem fundo’. E também quer o envolvimento da sociedade para ajudar nesse momento delicado.

Nós que pagamos a conta

O presidente Alderi Oldra (PT) foi o último a se pronunciar. Seguiu a lógica que o cidadão tem direito assegurado a saúde pública gratuita, pois somos todos nós que pagamos essa conta.  

 

 

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