Ele não dá trégua, afinal, estamos no verão, momento de altas temperaturas. Contudo, o calorão dos últimos tempos vem surpreendendo até mesmo aqueles amantes de sensações térmicas altíssimas.
Há também aquelas pessoas que afirmam a preferência pelo inverno, principalmente em razão dos efeitos provocados pelo calor, como cansaço excessivo, sensação de pressão baixa, entre outros.
No entanto, a sensação de calor varia de organismo para organismo e há pessoas que sentem muito mais o impacto das altas temperaturas. Estas, conforme a médica geriatra e clínica geral de Erechim, Clarissa Molossi, seriam as que, teoricamente, estariam "menos preparadas". Isso porque não possuem uma alimentação muito regrada e com equilíbrio, ingerem uma quantidade baixa de líquidos, exageram no sal, açúcar, e também, levam uma vida mais sedentária.
"Como a reserva orgânica é menor, acabam tendo quedas de pressão, sensação de desmaio. Nesse sentido, algumas pessoas pensam que podem desenvolver problemas a partir da pressão baixa, mas isso não procede. Ao contrário da pressão alta que pode levar a outras complicações", explica, citando que, mesmo assim, alguns cuidados para garantir saúde e bem-estar, são imprescindíveis.
Dicas fundamentais
A especialista, que atua no Hospital de Caridade, reforça que hábitos do dia a dia podem fazer a diferença na qualidade de vida diante das altas temperaturas. Uma delas é a hidratação, de preferência com água, evitando outros produtos. "As frutas, verduras e legumes também são importantes aliados. Além disso, os exercícios físicos fora do pico de calor são muito importantes", salienta.
Para quem gostaria de intensificar os preparativos para o próximo verão, a médica orienta que é fundamental fortalecer o aspecto muscular, principalmente a área da panturrilha. Fazer musculação na região das pernas também ajuda muito.
"Os pacientes jovens geralmente têm muita queda de pressão. Do mesmo modo, os pacientes idosos. No caso desse público, a reserva de água é geralmente mais baixa que os pacientes jovens. Com isso, a hidratação deve ser reforçada e, como eles normalmente não sentem muita sede, é preciso incentivar o hábito de beber água", reforça.
Clarissa pontua ainda, que ficar em um local bem ventilado também ajuda bastante a evitar a desidratação.
Ar condicionado
Uma outra orientação fornecida pela médica, é que o aparelho de ar condicionado não fique em uma temperatura muito baixa. "A temperatura ideal é 24ºC, pois é a temperatura ambiente e o organismo se adapta, amenizando os impactos na troca de ambiente", justifica.
Ao mesmo tempo, a questão de verificar se o filtro do ar está limpo é muito relevante, além de deixar uma bacia com água ou uma toalha molhada próxima do aparelho. "Isso auxilia principalmente as pessoas que sofrem com a rinite, sinusite, entre outros problemas respiratórios", acrescenta.