Os agentes da Susepe e funcionários do Presídio Estadual de Erechim se uniram para tornar mais feliz o Natal das 80 crianças atendidas pelo projeto Recriando a Vida, no bairro Presidente Vargas. Na manhã de sexta-feira (21) eles estiveram na creche para entregar a cada um dos pequenos uma cestinha com doces e outras doações.
Na sede da entidade o clima era de expectativa. Enquanto voluntários preparavam o almoço de encerramento do ano, as crianças ensaiavam dois números musicais para apresentar aos agentes, que chegaram sob forte chuva e foram recebidos com aplausos, sorrisos e olhares brilhantes. Acomodados na garagem da casa, os “Papais e Mamães Noel” assistiram aos shows natalinos e se emocionaram. Em seguida, distribuíram os presentes, que foram retribuídos com abraços sinceros e agradecimentos.
Segundo a diretora do presídio, Angélica Milkiewicz da Silva Bartmer, a ideia de ajudar uma entidade neste Natal surgiu de um colega, que conversou com outros e ao final, todos os mais de 50 funcionários e agentes abraçaram a causa. Depois solicitaram apoio da equipe técnica para saber a qual entidade fazer a doação.
Questionada sobre qual a sensação que guardariam após a entrega dos presentes, Bartmer resumiu, “de gratificação, é muito gratificante”.
Projeto Recriando a Vida
O projeto Recriando a Vida foi iniciado há mais de 10 anos, pelas irmãs Teresianas, tendo à frente a irmã Nahir Maria Weschenfelder. Em 2014 elas precisariam deixar o município e então a moradora do bairro Presidente Vargas, Andréia Meireles e outros 10 amigos e amigas decidiram manter o projeto vivo. Hoje a creche conta com mais de 50 voluntários e atende 80 crianças, de seis a 15 anos, em situação de vulnerabilidade social. Para participar do programa elas precisam estar estudando e no turno inverso, permanecem na casa onde realizam atividades e oficinas pedagógicas e recebem três refeições por dia.
O projeto sobrevive da venda de peças de crochê, confeccionadas pelos voluntários, de doações de empresários de Erechim, Santa Catarina e até do Paraná, que se responsabilizam pelo pagamento do aluguel da casa, compra de alimentos, material escolar, entre outras ações. Além disso, o projeto conta ainda com o apoio de moradores do bairro e outras entidades, como uma das universidades da cidade e uma igreja.
Ao final da confraternização de encerramento do ano, a coordenadora e fundadora, Andréia Meireles, e o presidente, Mauro Xavier, fizeram questão de enviar um agradecimento a cada um dos doadores que possibilitam que o projeto continue e sobreviva.
Nos últimos meses os voluntários do projeto Recriando a Vida realizaram uma campanha de arrecadação de alimentos. No total, foram obtidos mais de dois mil quilos de alimentos, que nos últimos dias começaram a ser entregues para cerca de 200 famílias carentes do bairro. Neste domingo foram entregues as últimas cestas básicas.