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Cultura

Criatividade transformada em ficção

Autor de uma trilogia de realismo fantástico, jovem erechinense comemora a publicação de seu primeiro livro

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Foto: Najaska Martins
Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br

Autor de uma trilogia de realismo fantástico, jovem erechinense comemora a publicação de seu primeiro livro

O hábito de criar histórias desde a infância, somado à leitura de obras de mitologia, filosofia e ciências influenciaram o jovem erechinense Jean Felipe Martignoni a se arriscar na carreira de escritor. Aos 23 anos, ele é o autor de 'Dahaka', um livro de ficção com cinco protagonistas com histórias no mesmo espaço/tempo. A obra marca o início da trilogia de realismo fantástico “Dança dos Deuses e Devas”. 


Jean afirma que para entender Dahaka, é preciso antes, entender a Dança dos Deus de Devas. “A trilogia gira em torno de uma guerra fria entre Deuses e Devas. Onde há energia deva os deuses não podem entrar fisicamente e vice-versa. A construção do universo se deve aos Deuses criando algo e os Devas tentando criar algo superior para se provarem melhores". Esse é o plano de fundo da arquitetura da trilogia”, diz. Em Dahaka, as histórias centrais giram em torno de cinco pessoas que vivem no mundo contemporâneo, com histórias não diretamente ligadas que têm objetivos singulares “e que são influenciadas direta ou indiretamente pelas energias dos deuses ou devas. Tendo essas energias influência no fluxo de suas histórias”.

Em seu primeiro livro, a construção verbal -  propositalmente em prosa livre - busca que haja uma leitura mais fluida. “Evitei detalhismo desnecessário e vocabulário complexo, deixando a complexidade para a estória, que pode ser compreendida em diversos níveis dependendo de sua instrução e atenção aos detalhes”, explica Jean. Ele conta ainda que os capítulos, intitulados com o nome dos protagonistas, vão alternando entre as cinco histórias, sendo que estas não começam e terminam separadamente.

Inspiração

Formado em Publicidade e Propaganda, Jean conta que o hábito de criar histórias surgiu cedo. “Eu sempre criei histórias, algumas eu contava para meu avô dizendo que era de outras vidas, algumas eu apresentava para as professoras nos trabalhos de literatura dizendo que eram livros estrangeiros pouco conhecidos.

Depois comecei a escrever músicas, tive 15 bandas e tentei uma carreira solo como rapper, todos projetos abandonados. Depois comecei a salvar as letras como poemas, e depois escrever intencionalmente poemas e ai lancei, pelo Clube dos Autores, o livro de poemas 'De Bragi Para Idun'”, recorda.

Neste meio tempo, o jovem havia feito diversas anotações de ideias que surgiram para o desenvolvimento de um livro. “Ideias que surgiram assistindo documentários e lendo sobre mitologia, teorias da conspiração, história, filosofia, ciências no geral... Inclusive Sócrates, Nietzsche, Crowley e Osho tiveram muita influência no desenvolvimento da estrutura da história. Além de obviamente Tolkien”, pontua.

Apesar de unir ideias, inicialmente, os planos de Jean eram distantes. “Planejava escrevê-lo aos 40-50 anos, mas uma amiga me deu a ideia de escrever, nem que fossem como contos, pois depois de ter lido meu livro de poemas ela queria muito ler mais coisas escritas por mim. Então reuni as ideias e comecei a escrever, em pouco mais de um mês estava pronto o Dahaka”, conta.

Ele relata que enviou originais para 14 editoras que ficaram com interesse em publicar, no entanto, ele optou para que lhe ofereceu a melhor proposta. “Não tive grandes desafios ao escrever, na verdade foi bem divertido. Tanto que escrevendo o primeiro livro descobri que para isso mesmo que "nasci" para fazer”, comemora. Atualmente, o jovem já está com toda a trilogia escrita, no entanto, ele ainda não tem previsão para o lançamento, já que o foco está em Dahaka. 

Feedback positivo

O livro de Jean está à venda em todo o Brasil (Livraria Cultura) e também na Europa. Embora ainda não tenha dados concretos sobre a venda no país, o jovem já comemora o retorno positivo das pessoas que adquiriram a obra com ele. “Tenho apenas opinião de quem comprou diretamente comigo o livro, e o feedback é mais positivo que eu esperava, há pessoas que leram o livro em dois dias e já vieram pedir dos próximos lançamentos. Outros quando acabaram de ler compraram mais livros para presentear amigos e amigas que gostam de ler, para conversarem sobre, ou seja, dos que voltaram a falar comigo sua reação foi melhor que gostar... eles querem mais! Isso me deixou muito feliz”, finaliza.

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