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Saúde

“Sem colaboração não há prevenção”, diz diretor

Participação da população é fundamental no combate ao mosquito Aedes aegypti transmissor da dengue. Situação está controlada no município, mas trabalho é permanente

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Foto mostra um mosquito Aedes aegypti
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Com o verão chegando é importante cada cidadão redobrar a atenção e as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti transmissor da dengue. O trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti é permanente em Erechim, afirma o diretor da Vigilância em Saúde, Aldo Diligenti. “Nós trabalhamos o ano todo nisso”, afirma.

No período de janeiro a novembro foram feitas 93.719 inspeções. O diretor comenta que a vigilância aproveitou a Frinape para fazer um trabalho educativo com a distribuição de 10 mil folders.

Segundo Aldo, no início do ano Erechim tinha um índice de infestação predial de 5,2%, o que era muito alto. No último levantamento feito pela Vigilância Ambiental em Saúde, o índice ficou em 0,4%, dentro da normalidade. “Temos o mosquito na cidade, mas não tem como eliminar completamente, está sob controle. Ele não está infectado, não temos a doença. E essa é a nossa grande preocupação de que o mosquito não se infecte e não transmita a doença”, explica.  

Para a fêmea se infectar ela precisa picar alguém que esteja com o vírus, a partir daí ela transmite para outras pessoas e gerações de mosquito via reprodução. A fêmea faz 10 posturas na vida dela, vive em torno de 40 dias e põe nesse período de 1200 a mais de 2000 mil ovos.

“Hoje, a situação está controlada. Não temos a doença e estamos passando em todas as residências”, comenta. Além desse trabalho, a noite é realizado a aplicação de inseticidas nas bocas de lobo da cidade, isso elimina o mosquito e também baratas.   

Conforme Aldo, apesar da situação estar controlada, o poder público continua preocupado e trabalhando para combater o mosquito, e para que esse processo seja efetivo é muito importante que cada cidadão cuide da sua casa, não deixando recipiente com agua acumulada. “Sem colaboração não há prevenção”, afirma.  

Erechim tem em torno de 46 mil imóveis horizontais, que envolve casas, terrenos baldios e prédios. Ele explica que os agentes já passaram em todos e naqueles que estão fechados eles retornam, no entanto, a participação da população é fundamental. “Cada um precisa cuidar da sua casa”, observa.

O diretor enfatiza que quando a pessoa encontrar um mosquito tem que matá-lo, e principalmente, procurar na área interna e externa do imóvel se tem recipiente com agua acumulada. Isso porque, de sete a doze dias o mosquito completa o ciclo de ovo a mosquito adulto. “É muito rápido”, afirma. 

Aldo salienta que é importante verificar todo imóvel, na área interna e externa, em recipientes grandes e pequenos, olhar a calha, embaixo da geladeira, vazo de flor, pneu, casca de abacate no jardim, uma tampa de garrafa e ralo de banheiro pouco usado. “Aquele que usa uma vez por mês, pode ser um criadouro”, ressalta.

O responsável destaca que o poder público está fazendo o seu trabalho por meio da Vigilância Ambiental em Saúde do município, mas a colaboração da população é fundamental.

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