Adriana Wlodarkievicz reside na comunidade de Rio Verde – Linha Dourado – interior de Erechim e aproveitou a Frinape para expor um produto que a mais de 10 anos é seu foco principal de trabalho: o chapéu feito com palha de trigo.
Segundo ela, produzir os chapéus, um trabalho feito todo à mão, é mais que uma tarefa diária que auxilia na renda da casa, é também uma terapia. Apaixonada pelo que faz, Adriana relatou à reportagem do Bom Dia na tarde de hoje (15), que todo o processo é feito na propriedade, desde o plantio do trigo até a arte final dos chapéus. “Cultivamos uma variedade específica de trigo para possibilitar o manuseio, o que vai interferir ainda na qualidade dos chapéus”, comentou.
Os mais simples levam em média duas horas e meia para ficar prontos. A coloração é feita à base de anilina.
No entanto, a arte minuciosa e repleta de cuidados divide espaços com muitas outras tarefas na propriedade localizada a cerca de 20 quilômetros de Erechim. “Preciso cuidar dos animais e também tem o plantio de milho, amendoim e muitas outras atividades diárias”, acrescentou.
Contudo, Adriana não está sozinha. Em casa ela já repassa algumas dicas para a sobrinha de oito anos. Na feira recebe o apoio do noivo. Para ela, é uma missão preservar a tradição dos chapéus de palha. “A minha vó fazia e eu me interessei também”, disse, reforçando que aceita encomendas e a quantidade de pedidos é sempre expressiva. “Meus chapéus já foram enviados, inclusive para outros Estados como Acre, Mato Grosso, Paraná, entre outros”, pontuou.
Conforme Adriana, a Frinape está sendo muito importante na divulgação de seu trabalho. "É a quinta vez que participo da feira e apresento um pouco mais do que produzimos no campo", salientou.
Os chapéus custam na média de R$ 20 a R$ 45. A palha também é utilizada para fazer sacolas e outros objetos decorativos.