21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Esportes

União para fomentar o esporte

Convidados ressaltam a importância de aproximar setores públicos e privados, visando intensificar os investimentos nos esportes

teste
Fórum debateu esporte em Erechim
Por Amanda Mendes
Foto Amanda Mendes

O investimento em esportes foi tema do segundo dia de debates do 1° Fórum Bom Dia de Desenvolvimento. O encontro, realizado no último sábado (10), no estande do Grupo Bom Dia junto à Frinape, ressaltou a importância de fortalecer a relação entre setores públicos e privados para promover a prática esportiva na região do Alto Uruguai e teve transmissão ao vivo pela TV Bom Dia.

O debate, mediado pelo jornalista Edson Castro, contou com a presença do presidente do Erechim Auto Esporte Clube, Claudio Pagliosa, do professor da URI Erechim, José LuisDalla Costa, do representante do esporte amador e diretor da Liga Esportiva do Alto Uruguai, Leonardo Bortolotto, do presidente do Ypiranga, Adilson Stankievicz, do supervisor de futsal do Atlântico, Elton Dalla Vecchia além do treinador do time de basquete em cadeiras de rodas (ADAU-URI), Bruno Faleiro.

Conforme José Luis Dalla Costa, os investimentos em esportes no Brasil é historicamente um papel exercido pelos clubes, o que dificulta incentivar outras modalidades esportivas. O professor ressaltou a importância dos esportes estarem presentes na vida das pessoas desde a educação básica municipal, “para fazer acontecer nós precisamos unir forças. E unir forças nós estamos falando de unir a comunidade em prol de um projeto”, pontua José. Neste cenário, o poder público também deve se envolver. “Para que isso aconteça é preciso uma união com o poder público municipal”, conclui o professor.

Neste sentido, o treinador Bruno Faleiro demonstrou a importância da parceria com a URI para desenvolver o paradesporto. Segundo ele, os esportes praticados por pessoas com deficiência demanda estruturas específicas. Portanto, para ampliar a modalidade é necessário intensificar as relações entre o poder público e instituições.

No automobilismo, Claudio Pagliosa destacou a modalidade como promotora, não apenas de competições, considerando que ela transcende o esporte, potencializando setores da sociedade, como a economia, a divulgação da cidade, o turismo e as trocas culturais que os eventos esportivos proporcionam, além de envolver a comunidade com projetos de engajamento esportivos e sociais.

Por outro lado, Pagliosa enfatizou que a burocracia pública, em âmbito municipal, estadual e federal impede a ampliação das ações. Para o presidente do Erechim Auto Esporte Clube, os investimentos em esporte não auxilia apenas os campeonatos, mas transforma aspectos estruturais das cidades.

Pagliosa mostrou que a realização da Copa do Mundo não melhorou apenas os estádios de futebol, mas também os sistemas de mobilidade urbana, segurança e iluminação pública. “Hoje, o grande problema é a burocracia brasileira e os políticos podem mudar isso”, assegurou Claudio Pagliosa.

A importância do esporte para a cidade também foi abordado pelo presidente do Ypiranga, Adilson Stankievicz. Para o presidente do Ypiranga, a presença do time em competições melhora a estrutura do município, movimenta a economia e fomenta o turismo. Ainda, potencializa a auto-estima da população local.

No entanto, também sofre com a procura de novos patrocinadores e apoio da administração municipal. “Há formas do poder público ajudar o futebol”, ressaltou Stankievicz, que completou mostrando que questões como aluguel e publicidade, por exemplo, podem ser facilitadas em função do retorno que o time proporciona a Erechim.

Nesta lógica, Leonardo Bortolotto, se somou ao debate, considerando que o futebol amador destaca o clube que está na disputa, mas também os municípios do Alto Uruguai. Além de fortalecer o lazer nas cidades com a participação da comunidade nos jogos.

Já Elton Dalla Vecchia, supervisor do Atlântico, abordou o potencial do esporte na transformação social das famílias envolvidas, mas lamentou os talentos perdidos, considerando a falta de incentivos. Para Elton, o patrocínio, não têm uma visão apenas empresarial, mas também comunitária. No entanto, sente falta do envolvimento do poder público, que deveria, na sua opinião, ser protagonista no fomento das práticas esportivas.

Publicidade

Publicidade

Blog dos Colunistas

;