Na tarde deste domingo (11), o Café Grazziotin propôs um debate sobre os incentivos na arte e na literatura erechinense. O projeto “Caminhos de Erechim” trouxe um panorama histórico resgatando a trajetória das artes e da literatura, além de oportunizar reflexões para projetar a potencialidade cultural da Capital da Amizade. O evento foi realizado na Estação Bota Amarela, dentro da programação "Grazziotineiros: Literatura e Arte".
O debate mediado pela professora doutora Lucia Balvedi Pagliosa, contou com a presença de importantes nomes para a história escrita de Erechim, entre eles, Alba Albarello, Neivo Zago e Carmencita Madrid.
Na oportunidade, além de focar na literatura, os convidados discutiram diversas áreas culturais, tais como, dança, pintura, escultura, arquitetura e cinema. Outro foco de análise foi a influência étnica na formação cultural do município, considerando que Erechim foi colonizada por diversos grupos de imigrantes. Assim, as artes possuem traços de culturas italiana, polonesa, alemã, russa, israelita, espanhola, entre outras.
Neste cenário, destaca-se a dificuldade inicial em registrar de forma escrita a história da cidade, em função da língua materna dos primeiros grupos de colonização de Erechim.
A questão do registro ainda é um impasse para o setor. Conforme Lucia Pagliosa, o município produz muito material cultural, no entanto, as estratégias de registro devem ser intensificadas.
O público que prestigiou o evento também questionou a falta de união entre a administração municipal e setores da sociedade, para fortalecer as artes. Neste sentido, o diretor do Departamento de Turismo, Neidmar Roger Charão Alves, ressaltou a importância de unir o poder público com artistas, instituições de ensino e secretarias.