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Saúde

População idosa em Erechim representa 25% dos atendimentos do SUS

Estudo do Ministério da Saúde objetiva adequar medidas para fortalecer o bem-estar e a qualidade de vida

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O envelhecimento da população tem impactos importantes na saúde focando em estratégias voltadas à lo
Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Edson Castro

O Ministério da Saúde divulgou nesta semana um estudo com dados inéditos sobre o perfil de envelhecimento desta população no Brasil. O Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) integra uma rede internacional de pesquisas longitudinais sobre o envelhecimento e traz informações sobre como a população está envelhecendo e os principais determinantes sociais e de saúde. A ideia é que o trabalho traga subsídios para a construção e adequação de novas políticas públicas para fortalecer a saúde do idoso.

O Elsi- Brasil apontou que 75,3% dos idosos brasileiros dependem exclusivamente dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde, sendo que 83,1% realizaram pelo menos uma consulta médica nos últimos 12 meses. Nesse período, foi identificado ainda 10,2% dos idosos foram hospitalizados uma ou mais vezes. Quase 40% dos idosos possuem uma doença crônica e 29,8% possuem duas ou mais, tais como diabetes, hipertensão ou artrite. Ou seja, ao todo, cerca de 70% dos idosos possuem alguma doença crônica.

Realidade local

Na Secretaria de Saúde de Erechim estão cadastradas 14.873 mulheres e 11.575 homens com idade acima de 60 anos.

Conforme dados do órgão municipal, no período de janeiro a julho deste ano, foram realizados 110.718 atendimentos em todos os setores, nas Unidades Básicas de Saúde, nos Centros Especializados, cuidado da saúde mental, academia de saúde, atendimentos de ambulância.

Os principais motivos são hipertensão, diabetes, transtornos da saúde mental, tais como depressão.

Ainda nessa faixa etária, nas Unidades de Saúde são acompanhados 9.272 acamados.

O secretário de Saúde, Jackson Arpini, destaca que o SUS, por ser universal, acolhe as demandas da sociedade e os reflexos. Conforme o secretário, ao considerar que a expectativa de vida da população tem avançado e as pessoas estão vivendo mais, há necessidade de ações e serviços de saúde, tanto na prevenção como na assistência. "Os programas de saúde contemplam ações a nessa área, como fornecimento de assistência farmacêutica para diabéticos e hipertensos, consultas clínicas e especializadas, tais como em neurologia, reumatologia, cardiologia e urologia, entre outras, além de exames de diagnose e procedimentos cirúrgicos", comenta, citando ainda que os serviços públicos de saúde tem absorvido boa parte dessa demanda, oriunda do crescimento da idade das pessoas e precisa estar atendo aos reflexos da sociedade que inevitavelmente recaem no Sistema Único de Saúde.

Região

A população idosa da região de Erechim (que corresponde a 33 municípios), conforme dados do IBGE - censo 2012 - é de 359.458 pessoas sendo que representa 15% da população regional.

Diante disso é oferecida uma rede de serviços de saúde composta por equipes de Atenção Básica Saúde da Família e Estratégia da Saúde da família cuja cobertura aproximada é de 80%. Há serviços de academias de saúde e equipes de NASF os quais contam com grupos multiprofissionais com nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos entre outros apoiando a atenção básica.

Conforme a coordenadora regional da Saúde da Família e da Saúde da Mulher, Leda Mendes, as equipes localizadas em cada município atendem a população idosa com prioridades, desenvolvendo ações de promoção, prevenção, tratamentos e reabilitação, como também ações de atenção domiciliar através de visitas dos agentes comunitários de saúde e atendimento médicos e de enfermagem nas famílias cadastradas. A prioridade é voltada à população idosa e às crianças. "Também são oferecidas imunizações, atenção individual e em grupos abrangendo atenção em doenças crônicas não transmissíveis com diabetes e hipertensão, rastreamento de câncer de mama e colo uterino, além de atendimento na área da saúde mental", comenta. 

Sobre a pesquisa 

Atualmente, os idosos representam 14,3% dos brasileiros, ou seja, 29,3 milhões de pessoas. E, em 2030, o número de idosos deve superar o de crianças e adolescentes de zero a quatorze anos. Em sete décadas, a média de vida do brasileiro aumentou 30 anos saindo de 45,4 anos, em 1940, para 75,4 anos, em 2015. O envelhecimento da população tem impactos importantes na saúde, apontando para a importância de organização da rede de atenção à saúde para a oferta de cuidados longitudinais.

As doenças crônicas não transmissíveis atualmente afetam boa parte da população idosa. De acordo com pesquisas anteriores promovidas pelo Ministério da Saúde, 25,1% dos idosos tem diabetes, 18,7% são obesos, 57,1% tem hipertensão e 66,8% tem excesso de peso. Também são responsáveis por mais de 70% das mortes do país.

Cuidado do idoso

O Ministério da Saúde lança um documento para orientar a implementação de linha de cuidado integral às pessoas idosas no SUS. O objetivo é que o profissional de saúde deixe de olhar somente para o cuidado da doença e invista na necessidade dos idosos, a partir do diagnóstico de vulnerabilidades sociais, nível de independência e autonomia e estilo de vida, considerando alimentação, prática de exercícios e prevenção de quedas, hábitos de saúde e histórico clínico.

O Ministério elaborou o documento com orientações técnicas para que os gestores municipais e estaduais possam construir e implementar essa linha de cuidado da pessoa idosa. 

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