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Saúde

Menos açúcar e mais qualidade de vida

Governo pretende fazer acordo com indústrias visando a prevenção de problemas e priorizando a longevidade

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Acordo com a indústria é uma das ações preventivas contra problemas de saúde
Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação/ Agência Brasil

O Ministério da Saúde, através do ministro Gilberto Occhi, anunciou na segunda-feira (1º) que ainda neste mês será finalizado um acordo com as indústrias de alimentos processados para a redução do nível de  açúcar em vários produtos.
Segundo ele, nesse primeiro momento, a proposta vai incluir iogurtes, achocolatados, sucos em caixinha, refrigerantes, bolos e biscoitos. “Cada um terá um nível de redução de açúcar, que será estabelecido até 2021, quando sentaremos novamente com a indústria para definir um novo patamar”, disse Occhi, durante
o lançamento de uma pesquisa sobre perfil da população idosa brasileira. 

O ministro comentou que o acordo com a indústria é uma das ações preventivas contra problemas de  saúde que poderão contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população em crescente envelhecimento no país.
Atualmente, os idosos representam 14,3% dos brasileiros, ou seja, 29,3 milhões de pessoas.
Realidade que preocupa 

A população brasileira possui um consumo excessivo de açúcar que ultrapassa 61%, segundo o Ministério da Saúde.
A coordenadora do curso de Nutrição da URI de Erechim, Vivian Polachini Skzypek Zanardo, destaca que a iniciativa de reduzir o índice é muito importante para toda a população, independente da faixa etária. A professora lembra ainda, que a Organização Mundial da Saúde já recomenda a diminuição no consumo
de açúcar, principalmente o tipo simples de adição, o que representaria adequar em torno de 5% do valor energético total da refeição diária. “Considerando uma dieta de 2 mil calorias, o ideal seria ingerir em torno de 25 gramas de açúcar ao dia ou uma colher de sopa simples. No entanto, há de lembrar que será inserido o açúcar no café, sobremesas e ainda nos produtos industrializados”, explica.
Segundo a nutricionista, o foco é a melhoria da qualidade de vida, a redução de doenças como obesidade, diabetes tipo II, hipertensão, doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer, pensando ainda na longevidade. “Temos uma expectativa de vida além dos 75 anos, mas é preciso pensar na qualidade
da saúde”, reforça, citando que o processo deve começar cedo, ainda no nascimento do bebê, pois os pais são os responsáveis por introduzir a quantidade e o controle de doces. “A qualidade e o controle da alimentação são preponderantes desde a infância, diminuindo a quantidade de produtos processados. Oferecer frutas e menos produtos industrializados é a melhor opção. Se eles ensinarem desde cedo que
é importante o controle dos produtos industrializados, é possível antecipar o cuidado e a prevenção de vários problemas de saúde”, orienta.
Quanto ao papel das indústrias, ela reforça que é interessante uma mudança de postura e uma preocupação mais específica com a longevidade.
Vivendo mais 

A expectativa de vida do brasileiro aumentou 30 anos nas últimas sete décadas, passando de pouco mais de 45 anos de idade para 75 anos. “Temos que cuidar desde a infância para que nossa população tenha uma vida cada vez mais saudável. As pessoas com mais de 60 anos precisam ter práticas físicas e diagnósticos cada vez mais precoces sobre possíveis doenças crônicas”, disse o ministro
da Saúde.

 

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