Medida tomada pela preocupação com falta de insumos visa priorizar atendimentos de urgência e emergência na rede pública de Erechim
A área da saúde pública de Erechim já sente os impactos da greve dos caminhoneiros que já chega no seu quinto dia. Uma reunião em caráter de urgência foi realizada no início da tarde desta sexta-feira (25), entre dirigentes da Secretaria Municipal de Saúde e diretoria executiva e administrativa da Fundação Hospitalar Santa Terezinha. Entre os anúncios destacados pelo secretário de Saude, Jackson Arpini e pelo diretor executivo do Santa, Helio Bianchi, estão medidas para priorizar atendimentos de urgência e emergência. Com isso, exames laboratoriais que eram realizados junto as UBSs ficam suspensos a partir da próxima segunda-feira (28), ficando somente reserva técnica para realização de casos urgentes e para realização em pacientes internados no hospital.
Com relação a cirurgias eletivas, o diretor do hospital Hélio destacou que por enquanto não há suspensões, mas esta é uma decisão que pode ser tomada na próxima semana, caso persistir a mobilização. Ao pontuar a situação dos remédios, alertou que alguns poderão faltar a partir de terça-feira (29), já os gêneros alimentícios estão garantidos por um prazo de 15 dias. “Mesmo parando a greve se manterá a posição com relação aos exames, porque há a necessidade de um tempo para regularização”.
Quanto à Secretaria da Saúde um dos maiores problemas é relacionado ao deslocamento dos usuários para tratamento fora do domicílio. “A falta de combustíveis afeta diretamente este serviço que encaminha pacientes para município de referência e distantes de Erechim. O município garante o transporte de ida mas, em algumas situações, a volta fica comprometida, mesmo com a retaguarda da Casa de Apoio”, frisou Arpini, ao pedir a compreensão da população erechinense "São situações que fogem da nossa alçada e as quais estamos tentando resolver da melhor maneira", complementou.
“Dentro desta realidade que estamos vivenciando os serviços de urgência e emergência terão prioridade absoluta, mas garantimos que não haverá a falta de remédios da atenção básica nesse período. A SAMU terá fluxo normal, por ser um serviço prioritário. Estamos vivenciando uma situação adversa no nosso país, que afeta a saúde, e nesse sentido precisamos adotar as medidas preventivas para minimizar os entraves”, finaliza.