No final do ano passado, a Prefeitura Municipal de Erechim lançou um edital (nº 06/2016) referente à abertura de licitação para a concessão de prestação de serviço de transporte coletivo público no município. Desde então, há uma grande preocupação entre os trabalhadores rodoviários da empresa Gaurama, atual fornecedora do serviço, já que, segundo os mesmos, seus empregos e direitos estão ameaçados, independente do resultado do certame licitatório, inicialmente marcado para a próxima sexta-feira (2).
Igualmente preocupada com a situação indefinida destes profissionais, a Câmara de Vereadores recebeu, na última segunda-feira (26), diversas lideranças de entidades e movimentos sociais da região, bem como a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Alto Uruguai. O presidente Valdir Aguiar expôs aos parlamentares presentes as razões pelas quais a classe está apreensiva. “Os funcionários da empresa Gaurama tem vivido sob muita insegurança, seus familiares também. A licitação não fala nos funcionários, qual vai ser a situação deles, se a empresa mudar ela vai segurar esses funcionários? Alguns estão quase se aposentando. Como sindicato, temos obrigação de ajudá-los”, questiona Aguiar, que cogita entrar na justiça com um mandado de segurança a fim de suspender o edital.
Em nome dos 17 vereadores, o presidente do Legislativo, Rafael Ayub (MDB), garantiu que não faltará empenho à Casa para tratar sobre este tema. “Em conjunto podemos lutar, mesmo com pouco tempo. Como Legislativo, vamos batalhar pela questão dos empregos e dos direitos desses trabalhadores”, afirma o parlamentar.
Atualmente, mais de 130 trabalhadores fazem parte do quadro de funcionários da Gaurama. Mas a preocupação com o edital não se restringe apenas a eventuais dispensas e/ou perda de direitos. O sindicato aponta, ainda, o que considera uma diminuição na qualidade dos serviços oferecidos, como rotas a menos e tarifas mais altas. Para o vereador Lucas Farina (PT), essa preocupação também concerne aos parlamentares. “O nosso interesse é de que se tenha qualidade e tarifas adequadas ao bolso da população. Apesar do tempo escasso para que isso seja revisto, vamos sempre buscar os direitos e as garantias dos trabalhadores”, destaca o edil.
O tempo curto até a abertura dos envelopes com as propostas das empresas participantes na licitação também é apontado como um empecilho pelo vereador Mario Rossi (MDB). “Podemos e vamos ajudar a fazer pressão para que não haja essa perda de empregos e direitos, já que estamos às vésperas da escolha”, avalia o parlamentar, reforçando o apoio do Legislativo à classe. “Tenho certeza que os 17 vereadores estão do lado dos trabalhadores e da comunidade”, reforça Mario.
Na manhã desta terça-feira (27), vereadores e representantes do sindicato reuniram-se com o Executivo a fim de buscar um esclarecimento a respeito da situação dos funcionários no edital.