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Prefeitos irão cobrar repasses devidos pelo Estado ao Hospital Santa Terezinha

Nos últimos dois meses, de acordo com informações do presidente Hélio Bianchi, já são mais de R$ 3 milhões acumulados que não foram repassados para a fundação que administra a instituição de saúde regional

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Por Antonio Grzybowski
Foto Antonio Grzybowski

Prefeitos, vice-prefeitos e secretários de saúde, estiveram reunidos no fim da manhã de ontem (23) na sede da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau). A pauta única do encontro convocado em caráter extraordinário pelo presidente da entidade municipalista e prefeito de Jacutinga, Beto Bordin (PP), foi a situação financeira do Hospital Santa Terezinha, referência regional no atendimento de alta e média complexidade pelo Sistema Único de Saúde. A novela sobre o assunto ganhou um novo capítulo na última semana, quando o prefeito Luiz Franscico Schmidt (PSDB), retornou de Porto Alegre sem nenhuma garantia de o município receber os repasses atrasados do governo do Estado.

Acompanhado pelo secretário municipal de Saúde, Dércio Nonemacher e pelo presidente da Fundação Hospital Santa Terezinha, Schmidt iniciou falando sobre a recente audiência na Secretaria Estadual da Saúde, onde foi dialogar buscando regularizar os repasses que periodicamente estão em atraso. No encontro com o secretário adjunto, Francisco Zancan Paz, Schmidt disse que argumentou sobre a necessidade do Estado manter os pagamentos em dia, tanto nas verbas de incentivo bem como para pagamentos de serviços prestados para mais de 100 municípios, inclusive para pacientes de outras regiões do RS que são atendidos em Erechim. "Durante a reunião percebemos uma postura de descaso e descrença com a saúde pública, pois nem mesmo os recursos repassados pela União, geridos pelo Estado, têm a garantia que irão chegar em Erechim", desabafou o prefeito.

Nos últimos dois meses, de acordo com informações do presidente Hélio Bianchi, já são mais de R$ 3 milhões acumulados que não foram repassados para a fundação que administra a instituição de saúde. "Neste mês de janeiro ainda não recebemos nada. Estamos muito apreensivos", ponderou o presidente, antes de apresentar um relatório com o acúmulo de recursos pendentes e o passivo acumulado que ameaça os serviços na área da saúde pública na região. O total de atrasos ultrapassa R$ 8 milhões, segundo Bianchi.

"A instituição tem que se autogerir", afirmou o secretário Décio Nonemacher. A afirmação indicou a disposição do governo municipal em fortalecer o Hospital Santa Terezinha, mas limitar os repasses do caixa da prefeitura ao previsto no orçamento e no âmbito que lhe compete para garantir saúde pública e gratuita para os pacientes de Erechim. "Nós não podemos viver de incertezas. Estamos revendo nossos custos, cortando gastos e dinamizando nosso atendimento. Mas precisamos a garantia mínima que o hospital vai receber pelos serviços prestados", destacou Nonemacher.

O principal encaminhamento do encontro foi a assinatura conjunta de um ofício endereçado ao Palácio Piratini. O documento requer uma audiência coletiva dos prefeitos com o governador José Ivo Sartori (PMDB), em caráter de urgência. No encerramento da reunião o presidente da Amau, Beto Bordin, orientou os demais prefeitos para que reforcem o pleito junto aos deputados estaduais de seus respectivos partidos.

 

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