O Simpósio do Leite de Erechim chegará a sua 13ª edição neste ano
Entre os dias 8 e 9 de junho a cidade, no norte do RS, receberá o maior evento do segmento no Sul do País, com amplo debate sobre questões técnicas e políticas ligadas ao setor leiteiro.
Um dos assuntos a serem abordados no evento é sobre as doenças em cascos de bovinos leitores. O assunto será pauta da palestra do professor e doutor na PUC, MG, Rogério Carvalho de Souza, que terá apoio da ReR Aperfeiçoamento e ReHagro.
Segundo Carvalho, as afecções de casco nos bovinos leiteiros assumiram um papel de destaque nos últimos 30 anos, sendo hoje uma das três patologias mais comuns nos sistemas de exploração leiteira mundial. “No Brasil, começamos efetivamente a trabalhar com essas afecções a partir de 1.990. Durante o meu Mestrado e Doutorado (finalizei em 2004), dediquei oito anos de pesquisa focando na etiologia, tratamentos, prevenções e quantificação das afecções podais em bovinos. Assim, meu objetivo na palestra será fazer uma retrospectiva sobre os principais aspectos relacionados à esses problemas no Brasil na ultima década”, explica o professor e palestrante.
De acordo com ele, as causas são multifatoriais. “Porém, podemos destacar fatores ambientais, como abrasão, barro, umidade, fatores nutricionais, como condições acidogênicas e fatores genéticos; dentre outros. Já as consequências são inúmeras, mas pode-se destacar a duplicação dos riscos para mastite, metrite; aumento das taxas de descarte, redução acima de 10% na lactação da vaca”, aponta o palestrante do Simpósio do Leite de Erechim.
Identificação e cuidados a serem tomados
Rogério Carvalho de Souza enfatiza que um dos sintomas mais clássicos e a serem observados, é a manqueira. “Infelizmente a identificação das patologias de casco ocorrem no Brasil só ocorre quando os animais apresentam um grau de manqueira moderada ou severa; o que remete à medidas curativas. A ideia é conscientizarmos sob formas de monitoração para que os nossos produtores possam antever os problemas e assim atuar preventivamente”, diz.
É preciso também, de acordo com o palestrante, estar atento às formas de prevenção para evitar que haja a proliferação destas doenças. “Assim como as causas são multifatoriais e variam imensamente de uma propriedade para outra, as medidas preventivas também variam. Mas, de regra, práticas como a utilização de pedilúvio na rotina, casqueamento preventivo, higienização das instalações e seleção genética para pernas e pés, dentre outras, asseguram bons resultados na saúde dos cascos”, destaca Rogério.
Entre as doenças com maior incidência na propriedade registradas atualmente estão, segundo Rogério, sequelas de laminite (úlcera de sola, doença da linha branca) e a dermatite digital.
Mais informações podem ser conferidas no site oficial do evento, no endereço www.simposiodoleite.com.br. Também pelo email contato@simposiodoleite.com.br e ainda pelos telefones (54) 9639-1840 e 9680-1635 com Walmor e Ângela.