Operação tapa-buraco ganhou mais agilidade e qualidade
Há pouco mais de um mês o município ganhou um aliado para atacar e solucionar os buracos da cidade. A prefeitura licitou uma usina de asfalto quente e esta já mostra seus resultados positivos. Com material asfáltico considerado melhor e mais resistente, as equipes de recuperação de asfalto ganharam mais agilidade, já que a logística para se aplicar o material e a possibilidade de se trabalhar em dias de chuva, são seus grandes diferenciais.
Outro fator considerado bastante positivo é que o asfalto quente, utilizado em todas as operações tapa-buracos e de fresagem, é auto-compactante, ou seja, não necessita que o rolo compacte o asfalto na hora em que é depositado na via. “Há poucos dias nossa equipe tapou os buracos de uma determinada rua e uma moradora veio reclamar na prefeitura que o rolo não tinha passado em cima. Pedimos que voltasse para casa e analisasse o local na sequência. Ela retornou a prefeitura mais tarde para confirmar que o asfalto já estava compactado pelo próprio tráfego de veículos”, conta o coordenador geral de obras, Ronaldo Mânica.
O diretor operacional da Único Asfaltos, Leonardo Coelho destaca que a prefeitura de Erechim está utilizando o CBUQ aditivado, que pode ser utilizado quente, morno ou frio. “Assim a prefeitura não perde material, porque se não consegue utilizar todo o produzido em um dia, pode utilizar no seguinte, ou até por 30 dias”.
O município conta com uma usina de asfalto frio (Pré-Misturado a Frio), que opera em produção máxima e utiliza este material para pavimentar e recuperar ruas. A usina de asfalto quente que utiliza o Concreto Betuminoso Usinado a Quente é considerado melhor, sendo que a principal diferença está no ligante asfáltico, o CAP – cimento asfáltico de petróleo, conforme explica Coelho. “O material é mais resistente que o PMF pois no processo de usinagem a 150 graus se retira toda a água existente dentro dos poros das pedras, tirando desta forma as fraquezas do material asfáltico”. Segundo ele, o asfalto quente usado pela prefeitura é normatizado pelo DNIT, que utiliza o mesmo asfalto para pavimentar rodovias.