Projeto 'Caleli' está sendo implantado em 64 propriedades e tem como objetivo preservar os rios Campo, Leãozinho e Ligeirinho
O projeto 'Caleli' é desenvolvido em 64 propriedades do interior de Erechim, em uma parceria com a Prefeitura Municipal, através das Secretarias de Agricultura, Meio Ambiente e Planejamento Gestão e O.P., o Sutraf – AU e a Corsan, para preservar as nascentes, e os locais onde passam os rios Campo, Leãozinho e Ligeirinho, os quais abastecem o reservatório da Barragem da Corsan, em Erechim.
De acordo com o prefeito Paulo Polis, esse projeto está incluído no contrato assinado com a Corsan. “Os recursos destinados à parte ambiental do Caleli, são oriundos do Fundo de Gestão Compartilhada, e está sendo realizado em parceria com a Corsan”, explicou.
Acompanharam o desenvolvimento do projeto, o prefeito Paulo Polis, a vice-prefeita Ana Oliveira, os secretários de Agricultura, Luis Carlos Parise, Meio Ambiente, Mario Rossi e Planejamento Gestão e O.P., Anacleto Zanella, também o presidente da Câmara de Vereadores, Lucas Farina, os representantes do Sutraf-AU, Douglas Cenci e Adilson Szady, e a gestora ambiental do projeto, Andreia Cichet.
Ações realizadas através do 'Caleli'
Segundo a gestora ambiental do projeto, Andreia Cichet, em cada propriedade é realizado um estudo para analisar o que é necessário fazer. “Fazemos um levantamento do tamanho de cada propriedade para demarcarmos o tamanho da área de preservação e também, quando necessário, como cada família deve organizar o sistema de saneamento”, disse.
Das 64 propriedades onde o projeto está sendo desenvolvido, em 20 foram feitos o isolamento da área, e a construção de pontilhões para a passagem do gado e de máquinas, evitando que os mesmos necessitem passar por dentro do rio ou das nascentes.
Através do levantamento foi apontado a necessidade de instalação de um sistema de saneamento, que é composto por fossas sépticas, filtros e sumidouros, para evitar que dejetos sejam despejados diretamente nos rios.
Benefícios a longo prazo
A propriedade de João Moretto foi a primeira a receber o mutirão realizado em parceria com os alunos da UERGS, IFRS e também Emater, para o plantio das árvores na área limitada para a preservação.
“É um trabalho que notamos o resultado, os maiores benefícios a gente sabe que serão vistos mais adiante, mas estamos cientes que essa é nossa contribuição para o futuro”, destacou João.