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O reencontro com a história

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Por Kaliandra Alves Dias
Foto Divulgação

O Grêmio está a um passo de conquistar a vaga para a final da Libertadores da América. Após vencer o Barcelona de Guayaquil por 3 a 0, o time comandado por Renato Gaúcho está próximo da classificação para a grande final da competição depois de 10 anos.

Em uma entrevista ao Bom Dia, Tarciso “Flecha Negra” e Danrlei relembraram os títulos do Grêmio na competição e confidenciaram suas expectativas para esta edição da Libertadores da América.

- 1983: o descobrimento da América

Os olhares sonhadores miravam a taça que estava a poucos metros do campo do Estádio Olímpico. Os foguetes e fumaça branca se faziam presentes ao redor do estádio, e apesar da noite gelada de inverno, 80 mil torcedores lotaram o Olímpico Monumental. A noite de 28 de julho de 1983 é inesquecível não apenas para os torcedores, como também para os jogadores que estiveram em campo nessa noite.

Tarciso “Flecha Negra” conhece o árduo caminho até o título da Libertadores. Para ex-ponta-direita, independente da competição que um clube disputa, é necessário terem qualidades que transformem o objetivo em realidade.

Para Tarciso, o principal fator da conquista da Libertadores de 1983 foi a união do time. “Formamos uma família. A nossa união ultrapassava as quatro linhas do gramado. Tenho saudades dessa época, éramos um time humilde. Jogávamos um pelo outro. Quando um estava mal em campo, cobríamos e dávamos uma mão amiga”.

Acompanhando o time do Grêmio ao longo desta temporada, Tarciso enfatiza que as qualidades de cada jogador fará a diferença na reta final da competição. “Cada jogador tem a sua característica, não existem comparações entre um time do outro. Em cada conquista um livro novo foi escrito. A minha característica era a velocidade, força e garra. Do Tita era habilidade, o De León era capitão, o jogador que acordava o time. As peças começaram a se encaixar e os resultados apareceram”, enfatiza Tarciso.

Companheiro de Renato na conquista do primeiro título tricolor na Libertadores da América, Tarciso vê a equipe bem encaminhada. “O Renato conhece a competição e sabe do que o time é capaz. Não tem cara melhor para saber como se joga a Libertadores como o Grêmio”.

- 1995: o time desacreditado conquistava a América novamente

O time com sangue nos olhos, dos jogadores que acabavam virando gremista por se identificaram com o clube e sua história. Grêmio de um torcedor que realizou o sonho de vestir a camisa do seu clube do coração, mas não era um jogador qualquer, era Danrlei, era entrega, era amor.

O Grêmio de 1995 teve excepcionais laterais: Arce e Roger Machado. Na zaga, o líder dentro e fora dos gramados: Adílson Batista, ou simplesmente Capitão América Tricolor, e o paraguaio Rivarola. E o que falar de Dinho e Goiano? Raça e cobranças de faltas irreverentes. Carlos Miguel e Arílson, a dupla perfeita do meio campo. Mas nada pode se igualar a dupla de atacantes com Jardel e Paulo Nunes.

Há 22 anos, o Grêmio conquistava a América pela segunda vez. O torcedor que viveu os anos gloriosos da década de 90 sempre soube: o time de 1995 não tinha jogadores conhecidos, mas a raça e a competitividade fizeram deste elenco multicampeão. O sonho da Libertadores da América iniciou quando a direção adotou o sistema de trazer jogadores bons e baratos, no pacote vieram Adílson, Arce, Dinho, Jardel, Paulo Nunes e Rivarola.

Ídolo da torcida gremista, Danrlei foi um dos protagonistas na conquista do bicampeonato na competição. Para o ex-goleiro as semelhanças do elenco de 2017 com os de 1995 são muitas. “As equipes mostram uma força de grupo muito grande. Existem muitas semelhanças. A forma que se defende, mesma formatação em campo. A dupla de zaga é um brasileiro com jogador sul-americano. Os dois goleiros são da base, as faltas são cobradas pelo lateral-direito que bate bem na bola. Jogadores das categorias de base no time principal”.

Danrlei e Marcelo Grohe tiveram seus caminhos traçados desde o início de suas carreiras. Danrlei foi a primeira revelação da base a ter oportunidade no grupo principal. Indagado sobre o momento vivido por Grohe, o ex-goleiro enfatizou a valorização que o clube vem dando aos goleiros revelados pela categoria. “Sou o primeiro a incentivar que o Grêmio tenha goleiro da casa no time titular. Fui o primeiro a ter essa oportunidade, sei que dentro do clube temos capacidade de formar grandes jogadores. A fase que o Marcelo vem tendo mostra isso. O time está pronto para ser campeão”, finaliza Danrlei.

Mas as coincidências não param por aí. Tanto em 1995 e 2017, o Grêmio enfrentou equipes brasileiras nas quartas de final, Palmeiras e Botafogo respectivamente. Na semifinal da competição, o time comandado por Felipão foi até Guayaquil, o adversário da vez era o Emelec. Neste ano, a equipe de Renato Gaúcho também repetiu a viagem, desta vez para duelar contra o Barcelona.

O sonho do tricampeonato da Libertadores da América está próximo. O jogo desta quarta-feira (01) será emocionante. Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa da Arena do Grêmio, todos os ingressos para os setores estão esgotados. O torcedor gremista viverá uma noite mágica. Grêmio e Barcelona de Guayaquil entram em campo às 21h45.

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