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Rural

Plantio da soja inicia nesta semana

Possibilidade de La Niña faz produtores adotarem estratégias na semeadura

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Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Antonio Grzybowski

Depois de uma semana chuvosa, os agricultores esperam que o solo seque para poder entrar com o maquinário nas lavouras e iniciar o plantio da soja no Alto Uruguai. Conforme o período do zoneamento agroclimático, a semeadura pode iniciar no dia 21 de setembro na região se estendendo até 31 de dezembro. Mas de acordo com o histórico de melhores rendimentos que ocorreram em plantios feitos na segunda quinzena de outubro, a concentração do processo se dá nesta época. De acordo com levantamento da Emater Regional, a expectativa é de que a semeadura tenha início a partir desta terça-feira (17).

O agrônomo da Emater, Nilton Cipriano de Souza comenta que a soja deverá ocupar no Alto Uruguai 245.480 hectares, um aumento de área em torno de 4% com relação à safra passada, quando a oleaginosa ocupou 235 mil hectares. A expectativa de produtividade é de 3.600 quilos por hectare se as condições climáticas se mantiverem favoráveis ao desenvolvimento da oleaginosa.

Entretanto, Cipriano faz uma ressalva. Pois alguns centros meteorológicos estão indicando a possibilidade de atuação do fenômeno La Niña a partir de novembro e dezembro, o que indica a redução do volume das chuvas e isso poderá acarretar algum problema. “Diante dessa possibilidade, estamos orientando os produtores a efetuarem a semeadura o quanto antes, evitando o plantio de fila dupla, porque se ocorrer estiagem a planta sofre menos”, diz. Também é recomendada a semeadura em sistema de plantio direto, onde o solo tem bastante palha e ela segura mais a umidade no solo. Aproveitar o plantio mais cedo pode favorecer para que não falte água no solo na época em que a planta mais necessita.

O agrônomo explica que durante todo desenvolvimento da soja, a planta precisa em torno de 500 mm a 700 mm de água, dependendo da variedade, mas trata-se de uma cultura mais rústica, não tão dependente de água como o milho. O cereal é mais afetado em caso de estiagem. “Mesmo assim, quando estiver na época da floração, geralmente, no mês de dezembro, pode trazer certa preocupação, e poderá ocasionar problema de quebra de safra”, ressalta Cipriano.

Com relação ao preço, a saca de 60 quilos está cotada em R$ 62,50 e no início da semana houve reação de R$ 2 para comercialização de vendas de contratos futuros. Com a possibilidade de atuação do La Niña, e incertezas quanto ao clima, o agrônomo diz que é normal o agricultor segurar algum tipo de contrato para não haver perdas de valores, mesmo que quando chegar à safra, a cotação esteja maior ou menor. “Esta é uma espécie de seguro de parte da produção e é recomendado fazer nesta época”, acrescenta.

 

Milho

No Alto Uruguai, a área cultivada com milho teve significativa redução. Passou de 56 mil hectares produzidos no ano passado para 35 mil ha em 2017/18. A semeadura atinge até o momento 75% da área. Cipriano salienta que a partir de agora o plantio deve ser interrompido, pois os agricultores devem se direcionar ao processo da soja, retomando os trabalhos quando concluírem a semeadura da oleaginosa.

 

 

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