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Independência do Brasil foi tema de palestra no Hospital de Caridade

Evento teve como público os profissionais que atuam na unidade hospitalar

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ribeiro
Por Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

Evento teve como público os profissionais que atuam na unidade hospitalar

O Hospital de Caridade de Erechim promoveu, no início da tarde do dia 6, uma palestra sobre a Independência do Brasil, data comemorada no dia 7 de setembro. O palestrante foi o professor André Ribeiro, licenciado em História e Mestrando em Educação pela UFFS Erechim, e teve como público alvo os profissionais da unidade hospitalar.

O professor iniciou sua fala reportando-se ao ano de 1799, com a ascensão do general Napoleão Bonaparte, sua nomeação como Imperador da França (1804) e seu projeto de expansão territorial. O resgate histórico abordou também a invasão de Portugal e a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, com cerca de 15 mil pessoas (nobres, funcionários públicos, religiosos, professores, artistas, médico etc.), no dia 8 de março de 1808, data em que assinou-se a abertura dos portos às nações amigas, representando o fim do período colonial do Brasil.

André Ribeiro abordou as mudanças que ocorreram no Rio de Janeiro, onde ficou a sede do governo português. Destacou, nesse período, a fundação do Banco do Brasil, o surgimento do primeiro jornal oficial, Imprensa Régia: Gazeta do Rio de Janeiro. Também ocorreu nessa época a fundação do Horto Real, atual Jardim Botânico, da Biblioteca Real, hoje Biblioteca Nacional e da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, atual Escola de Belas Artes. Segundo ele, o cotidiano da cidade do Rio de Janeiro mudou com a chegada da corte portuguesa, com aumento da população e, inclusive, influência da moda europeia.

Entre os fatos marcantes da época, citou que até 1808 era proibida a imprensa no Brasil. Não havia jornais ou livros que fossem impressos aqui e somente a partir da chegada da Família Real é que teve início a impressão de livros, jornais, com impressoras trazidas da Inglaterra. Com o retorno a Portugal de D. João, sua esposa e filhos, fica no Brasil o príncipe D. Pedro, como regente.

Seguindo sua palestra, o professor André abordou os motivos que levaram à independência e a influência exercida sobre D. Pedro por sua esposa, Dona Leopoldina, durante o processo. Com a fala do especialista, foi apresentado um trecho da carta enviada a D. Pedro, datada de 2 de setembro de 1922, com o registro: “O Brasil será em vossas mãos um grande país. O Brasil vos quer para seu monarca. Com vosso apoio ou sem vosso apoio, ele fará sua separação. O povo está maduro, colhei-o já, senão apodrecerá... Já dissestes aqui o que ireis fazer em São Paulo. Fazei, pois.”  O documento foi lido no dia 7 de setembro, às margens do Ipiranga, antes do lendário “Independência ou Morte”.

Ao concluir, o professor destacou que a independência do Brasil, ainda que com muitos limites, representou uma ruptura com um modelo de exploração e pode mostrar ao povo brasileiro a importância da participação na vida política. O movimento desenvolveu nos brasileiros o desejo pela liberdade e os meios de conquistá-la. Segundo ele, “motivou nossos antepassados a lutar por direitos e transformar o Brasil num país mais justo. Cabe-nos, na atualidade, lutarmos por outras independências e a valorização de nossa pátria e o resgate de valores como a honestidade, justiça e solidariedade”, finalizou.

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