Mobilização vai envolver mais de 150 milhões de pessoas em todo Brasil
As escolas municipais de Erechim vão integrar uma ação nacional de combate ao mosquito Aedes Aegypti, o transmissor da dengue, chikungunya e do Zika vírus na rede pública de ensino. A campanha foi lançada nesta quinta-feira (4), em Brasília, num encontro nacional de representantes das mais diversas áreas da educação e saúde. O secretário municipal de Educação de Erechim, Alderi Oldra, participou do evento representando os secretários municipais de Educação do Estado. A viagem que não gerou despesas para a prefeitura de Erechim foi custeada pelo Ministério da Educação e pela União dos Dirigentes Municipais de Educação do Rio Grande do Sul – Undime RS.
No evento o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, convocou todas as autoridades a assinarem um pacto contra o Zika vírus. A medida integra a campanha Zika Zero, lançada pelo Governo Federal no início da semana.
“ Na educação nós estamos falando de pelo menos 150, 180 milhões de brasileiros que têm uma relação cotidiana, direta com a escola. Entendemos que a escola deve ser o centro de mobilização da comunidade, interna e externa, para o combate à proliferação do mosquito Aedes Aegypti”, declara.
Mobilização Nacional
Na próxima terça-feira (13) haverá uma mobilização nacional envolvendo mais de 500 mil pessoas entre Agentes da Saúde da Família, Vigilância Sanitária e Forças Armadas. Eles estarão percorrendo as cidades destruindo os focos do mosquito.
Nas escolas serão desenvolvidas ações nos dias 19 e 26 de fevereiro e no dia 04 de março. Nessas datas as instituições de ensino, além de discutiram os temas, farão atividades de combate ao mosquito e haverá distribuição de cartilhas sobre o tema.
“Precisamos multiplicar essa ação em nossas escolas em todo país, no estado e em nosso município. O combate ao mosquito transmissor do Zika vírus será prioridade nas nossas escolas municipais. Faremos um trabalho de mobilização contando com o apoio dos pais, professores e estudantes”, explica o secretário, Alderi Oldra
É preciso ficar alerta
Desde outubro, foram registrados 4.796 casos de microcefalia. Muitos deles, segundo o Ministério da Saúde consequentes da infecção pelos vírus zika. A previsão da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que 4,0 milhões de pessoas, sendo 1,5 milhão delas no Brasil, poderão atingidas pela epidemia. Por isso e necessário atacar o nascedouro e destruir esse mosquito, que é essencialmente água parada. O Ministério da Educação disponibilizou um portal http://portal.mec.gov.br/zikazero/index.html como fonte de informações e recursos didáticos para o desenvolvimento das ações contra o mosquito Aedes Aegypti.