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Saúde

Estado alerta sobre o perigo de acidentes tóxicos

Secretaria de Saúde destaca importância da prevenção a partir de cuidados domésticos

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Por Da Redação
Foto Divulgação

Medicamentos, produtos de limpeza, inseticidas, plantas tóxicas e ataques de animais peçonhentos são as principais causas de acidentes tóxicos no Rio Grande do Sul. Nos últimos cinco anos foram registrados mais de 105 mil atendimentos de intoxicação humana, sendo que deste total, 30% com crianças menores de dez anos.

Para marcar o Dia Estadual de Prevenção de Acidentes Tóxicos, no último fim de semana a Secretaria Estadual da Saúde alertou para a importância da prevenção, a partir de cuidados domésticos. Dados do Centro de Informação Toxicológica (CIT/RS), divisão do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) apontam que nos primeiros seis meses do ano de 2017, foram registrados 3.697 casos de intoxicação infantil.

De acordo com o médico toxicologista do CIT/TS, Carlos Augusto Mello da Silva, é preciso alertar, orientar e conscientizar a população sobre os perigos que estão dentro e nos arredores das casas. Segundo ele, "78% dos casos com crianças acontecem nas residências e são causados pelo descuido ou pela falta de informação dos pais ou responsáveis.

O toxicologista frisa que é preciso que sejam adotadas medidas simples, de cuidados e prevenção para que ocorra a redução do número de acidentes tóxicos com crianças. O médico cita as seguintes atitudes como primordiais na prevenção:

-Manter os medicamentos em locais fechados e longe do alcance das crianças

-Não guardar medicamentos em “mesinhas de cabeceiras” e/ou gavetas de armários abaixo de 1m50cm

-Ao medicar uma criança, não dizer que é bala ou guloseima

-Guardar/armazenar produtos de limpeza em armários fechados e longe do alcance das crianças

-Não colocar produtos de limpeza em garrafas de refrigerantes ou em embalagem de outros produtos.

-Em caso de suspeita de intoxicação, ligar gratuitamente para o número 0800-7213000 e receber as primeiras orientações

Situação em Erechim

No município de Erechim, neste ano, não foram registrados muitos casos de intoxicação. A informação foi repassada por responsáveis de equipes de enfermagem do Hospital de Caridade e do Hospital Santa Terezinha.

Conforme as enfermeiras Ediana Pedroso e Sandra Magalhães, as situações mais comuns envolvem a ingestão de medicamentos e produtos de limpeza.

Ainda segundo as profissionais, dependendo da dose ingerida e do peso do paciente, a situação pode agravar. Além disso, o tempo de demora para procurar o médico, pode ser decisivo na recuperação. “A orientação é que procurem imediatamente o Pronto Socorro. Os sintomas variam conforme o tipo de infecção. Os mais comuns são: depressão respiratória, hipertensão ou hipontensão, sonolência, tontura, vômito e parada cardiorespiratória.  

Conforme dados notificados pelos municípios da região e contabilizados pela Coordenadoria Regional de Saúde, nos anos de 2016 e 2017 (até o ínício deste mês) foram registrados ao todo, 205 casos de intoxicações exogenas (consequência clínica e/ou bioquímicas da exposição a substâncias químicas encontradas no ambiente ou isoladas).

Agente tóxico                         Frequência 

TOTAL                                        205 

Ign/Branco                                    39 

Medicamento                                49 

Agrotóxico agrícola                        16 

Raticida                                         2 

Prod. uso domiciliar                        4 

Prod. químico                                 6 

Metal                                             1 

Drogas de abuso                            79 

Alimento e bebida                           1 

Outro                                             8 

 

Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.cit.rs.gov.br.

 

 

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