Após alguns meses de atividades de limpeza e restauração da jardinagem e cerco do Castelinho, finalmente houve a retirada do tapume que alguns anos isolou e escondeu dos olhos da população aquele que é considerado o prédio símbolo da ocupação das terras da Colônia de Erechim, criada em 1908 e transformada no município em 2018. Foi no prédio que os migrantes das “Terras Velhas”, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Guaporé, Veranópolis e os imigrantes– russos, poloneses, alemães, italianos, judeus e mais de uma dezena de etnias europeias compraram suas propriedades e receberam título de propriedade na primeira metade do século 20 em Erechim.
Logo após assumir a gestão 2017-2020 o prefeito Luiz Francisco Schmidt solicitou um estudo da situação do Castelinho já que havia um processo judicial envolvendo a licitação da segunda etapa do projeto de restauração do prédio. Quando teve a resposta da possibilidade de limpar à frente e retirar o tapume - já sem serventia, pois o projeto de restauro estava suspenso -, confiou aos secretários Vinícius Anziliero (Obras Públicas e Habitação) e Cláudio Nei Ignácio da Silveira (Meio Ambiente) a responsabilidade do projeto de devolução da imagem do Castelinho ao contexto do Centro Histórico da cidade, formado pelo Palácio Municipal, Castelinho, Catedral São José, Praça da Bandeira e Chafariz.
Desde então, a arquiteta Urbanista Ivana Aver (Obras) e a Engenheira Agrônoma Halina Kluch (Meio Ambiente) e suas equipes de servidores públicos, trabalharam sem qualquer publicidade das ações que visavam devolver o Castelinho para a comunidade. O projeto completo previa a lavagem das paredes, porém, logo nos primeiros testes foi constatado que a pintura saia facilmente. Isso provocou o abando da ideia de lavar todo o prédio por fora. Além do mais, existe material apodrecido em várias regiões que constaram da primeira etapa da restauração executada na gestão 2009\2016, necessitando de substituição a curto prazo.
Nesta segunda-feira (31), nas primeiras horas da tarde teve início a retirada do tapume para a etapa de acabamento do passeio e dos retoques nas obras de engenharia. Parte do material do tapume foi utilizada no isolamento da área limite dos terrenos do Castelinho e do antigo Fórum de Erechim, hoje ocupado pela 15a. Coordenadoria Regional de Educação. A frase mais pronunciadas pelos transeuntes no momento da abertura da frente do prédio foi: “Até que enfim!”. A retirada do material foi acompanhada de perto pelo secretário de Obras Vinícius Anziliero e pela arquiteta Ivana Aver. Foi uma tarde de faxina, com vários servidores atuando no acabamento enquanto servidoras cuidavam da lavagem das escadarias e passeios.
Mas o Castelinho continuará fechado aguardando uma decisão jurídica de um processo aberto na gestão anterior na prefeitura de Erechim. Ele terá de passar por profundas atividades de recuperação das áreas mais afetas pelas intempéries climáticas. Por enquanto as pessoas poderão tirar fotografias e viajar no tempo de uma construção que este ano está completando 100 anos de atividades – ele que foi construído entre os anos de 1912 e 1917. O prefeito Luiz Francisco Schmidt antecipou que existem empresas interessadas em restaurar sem custo para o município, o prédio histórico, que foi a sede da Comissão de Terras e Colonização - o braço do governo estadual no início do século 20, na Colônia de Erechim. Isso tudo pensando na comemoração em 2018 do centenário do município.