Desde a implantação da via paralela na região do Bairro Aeroporto cerca de 60 famílias vivem o drama da dificuldade de retornar para suas casas. O morador Adelir Noviski, residente no lugar há mais de duas décadas diz que a situação ganha contornos dramáticos pela ocorrência de três mortes por atropelamento, tirando a tranquilidade dos moradores e dos usuários de outros bairros que utilizam aquele caminho diariamente.
Ocorre que muitos veículos leves utilizam a via paralela para ultrapassar os cargueiros nas horas de maior movimentação na rodovia. Em alta velocidade – apesar das placas existentes estabelecendo o limite de 40 km/h -, os condutores de veículos leves, principalmente, não respeitam a sinalização, transitando acima do limite, fazendo um atalho pela lateral da BR 153, até nas proximidades do trevo de acesso ao aeroporto.
Localização
O problema está localizado num recanto da antiga Vila Willy, localizada nos fundos da indústria Menno Equipamentos, num espaço lindeiro com a BR 153, no entorno das ruas Jorge da Silva, Atílio Bággio. A Rua Jorge da Silva é a primeira alternativa para quem deseja ir ao centro da cidade. Já o retorno para casa não poder ser pelo mesmo trajeto, porque a via paralela de mão única, não permite. A única solução para retornar do centro da cidade para casa é necessário seguir pela Av. Sete de Setembro e entrar na BR 153 E seguir até o Bairro Aeroporto.
Solicitações
A romaria dos proprietários de residências naquele lugar da cidade até nos balcões da prefeitura é marcada por muitos registros de solicitações de uma solução definitiva. Um morador lembra que tudo começou em 2012, quando a obra de construção da via paralela estava na fase de conclusão, mas jamais foram ouvidos.
Atendimento
No início da atual administração o vice-prefeito Marcos Lando e o chefe da inspetoria da Polícia Rodoviária Federal em Erechim, Regivaldo Tonon, trataram do assunto, juntamente com Valmir Severo do gabinete do prefeito Luiz Schmidt. Depois um roteiro de avaliações houve entendimento no sentido da prefeitura executar um projeto no local.
Na semana passada, Valmir Severo e o diretor municipal de Trânsito Luiz Paulo Weschenfelder estiveram na via paralela acompanhando a colocação de placas de orientação sobre as transformações que a via paralela sofrerá. Eles conversaram com o morador Adelir Noviski – líder da mobilização -, e Weschenfelder explicou que o DNIT, por falta de estrutura física e orçamento, permitiu que o próprio município resolvesse a questão.
O projeto a ser aplicado começa pela implantação de um uma “mão inglesa”, criando um direcionamento novo para um trecho de poucos metros entre as ruas Jorge da Silva e Atílio Baggio, que será transformada em mão única de acesso ao conjunto de moradias. Para isso, haverá o estreitamento da pista da via paralela, instalação de uma parada de ônibus, construção da lombada, e complementação da sinalização. Assim os moradores poderão retornar para suas casas por um acesso de dentro da cidade, não necessitando - obrigatoriamente como é no momento – retornar pela rodovia federal.