Erechinenses são os responsáveis pela versão em HQ do best seller de Marcos Piangers
Um dos livros mais vendidos do Brasil, “O Papai é Pop”, escrito pelo comunicador Marcos Piangers, agora tem sua versão em quadrinhos. A obra, recentemente lançada pela editora Belas Letras, tem seu roteiro assinado pelo erechinense Gleison Olivo, além de trazer ilustrações de Paulo Brancher e direção criativa de Mekitar Brancher.
Inspirada na obra de Piangers, a ideia do livro, segundo seu roteirista, nasceu de sua identificação com as histórias. Pai do pequeno Murilo, de dois anos, Gleison viu sua relação com os textos ser fortalecida com a paternidade. “Eu já conhecia o Marcos, pois tínhamos feito alguns trabalhos juntos. Quando ele me presenteou com o livro, acabei me identificando muito com as histórias. Foi então que propus a ele fazermos a versão do livro em quadrinhos”, explica.
Além de sua identificação enquanto pai, Gleison pensou em uma possibilidade que pudesse unir pais e filhos. “A gente vive hoje em uma sociedade muito digital, em que as crianças têm acesso à tablets, por exemplo, cada vez mais cedo, e assim os livros vão ficando de lado. Partindo disso, a gente pensou em buscar uma ferramenta que unisse pais e filhos. Um livro só com textos seria, talvez, pouco atrativo às crianças. Surgiu então a ideia: e se a gente criasse histórias em quadrinhos? Foi partindo disso que criamos o livro e temos certeza que a leitura será uma experiência fantástica tanto para pais quanto para os filhos”, pontuou.
O processo de criação começou no início do ano passado. “A partir do momento que decidimos fazer, já partimos para os primeiros esboços através do nosso ilustrador Paulo e do diretor de criação, Mekitar, que deu todo o suporte na parte de desenvolvimento dos personagens. Quando decidimos a linha que queríamos seguir, já comecei a fazer o roteiro tendo como inspiração as histórias que já existiam. Tivemos que fazer algumas adaptações, mas ficou muito legal”, destaca, ao reiterar a importância de sua identificação com a obra. “Eu me vi nessas histórias com meu filho Murilo e com minha esposa Maria Mônica, e esse fato de o roteirista se ver na situação foi fundamental para o resultado final”, ponderou.
Questionado sobre qual é sua história preferida na obra de Piangers, Gleison cita a que está na abertura do livro, intitulada “Então você e sua companheira estão grávidos”. “Esse texto é uma grande lição principalmente aos pais de primeira viagem, porque mostra exatamente o que pensamos quando estamos na iminência de virarmos pais. A gente acredita que precisará de uma casa maior, um carro maior, que precisará dar aos filhos o melhor berço, comprar a melhor fralda, porque se não vai significar que a gente não ama tanto nosso filho. E não é nada disso, porque ele não vai se importar com o tamanho da sua casa ou se o seu carro é importado ou simples. Ele quer apenas a sua atenção, que você esteja ali de verdade”, explica.
E complementa a preferência pela história, com o fator que considera a justificativa para a obra em quadrinhos. “Minha esposa e eu compramos vários brinquedos eletrônicos para nosso filho, quando na verdade, o que ele mais gostava de fazer era simplesmente brincar de fralda, sentado no chão, com um brinquedo de paninho. Ou seja, a criança quer atenção e por isso o livro se justifica. Ele foi feito para pais e filhos compartilharem a leitura juntos, aproveitando o momento”, completa.