Índices preocupam comunidade e autoridades de segurança
A criminalidade assusta e preocupa toda a sociedade. Independente da forma que se manifeste, a sensação pode ser de revolta, insegurança, angústia e até mesmo impunidade. Os estabelecimentos comerciais também são alvo, muitas vezes, da ação de criminosos.
De acordo com o Tenente Coronel do 13 Batalhão de Polícia Militar, Pedro Wilson Pacheco, neste mês de setembro os roubos ao comércio registraram um aumento de aproximadamente 27% em relação ao mesmo período do ano passado, de 93 para 118 ocorrências. Conforme a Brigada Militar, os bairros que mais preocupam atualmente, nesse aspecto, são: Atlântico, Três Vendas e Bela Vista. Já nas residências, o comandante salienta que observa-se o aumento das medidas preventivas de segurança do patrimônio. Ao mesmo tempo, segundo ele, o ser humano está mais exposto a riscos.
A problemática do baixo número de recursos humanos e a legislação, que em determinadas situações acaba sendo branda, foram outros aspectos citados pelo Cel. Pacheco. “A reincidência é algo muito preocupante e infelizmente, comum. A Brigada Militar, a Polícia Civil desenvolvem um trabalho, as pessoas acusadas são presas e, muitas vezes, logo estão no convívio social e praticando novos crimes”, comentou.
Além da falta de efetivo, algumas ocorrências, tais como ‘Maria da Penha’ demandam uma atenção especial por parte do efetivo que fica mais tempo no atendimento e enquanto isso não há fiscalização em determinados pontos. “Isso tudo sobrecarrega o trabalho das guarnições e, aliado ao baixo número do efetivo, fica ainda mais complicado”, completou o comandante que também explicou que existem escalas de trabalho para cada policial que atua 40 horas por semana.
Em meio a tantos desafios, Cel. Pacheco destacou o trabalho dos Núcleos de policiamento comunitário, os quais, segundo ele, fazem contato com os comerciantes e procuram intensificar a fiscalização em horários pré-determinados como mais necessários.
Sobre o posto da Brigada Militar localizado no bairro Três Vendas, próximo ao trevo, o comandante relatou que o local serve como ponto de parada das guarnições, mas que não há condições de manter um policiamento permanente 24 horas e que fique parado no posto. “As viaturas precisam circular e fazer a fiscalização”, pontuou. Para alguns comerciantes que conversaram com a equipe de reportagem, isso proporcionou mais segurança e tranquilidade.