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Cuidados na secagem da vaca será tema do Simpósio do Leite de Erechim

Evento será realizado em Erechim, no RS, no início de junho

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Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação - assessoria de imprensa

Produtores, técnicos, estudantes e pesquisadores poderão participar do Simpósio do Leite de Erechim, norte do RS, entre os dias 7 e 8 de junho. Vários temas técnicos estarão sendo expostos, entre eles a importância dos cuidados na hora da secagem de vacas, na produção de leite.

Este tema será ministrado em palestra pelo professor e doutor, Alexandre Souza, da Universidade Estadual Paulista, que possui doutorado na USP e pós-doutorado, nos Estados Unidos. Com apoio da Ceva, Alexandre diz que o objetivo da palestra será abordar de uma forma prática, principalmente sobre a importância do período seco para a lactação futura e como evitar problemas de involução e regeneração da glândula mamária em preparação a nova lactação.

Ele explica que existem problemas na secagem de vacas atualmente. “Em geral a utilização de secagem "gradual" tende a ser um problema comum e vem causar bastante estresse à vaca, consequentemente trazendo prejuízos de ordem financeira ao produtor, uma prática que deve ser evitada”, destaca o professor.

Alexandre Souza também acredita que falta informação ao produtor para que haja uma secagem correta da vaca. “É uma tendência natural tentar focar maiores cuidados nos animais em lactação, porém, a fase de secagem é a preparação à lactação e existem muitas razões para não se esquecer desta fase, existe um grande impacto na produção e na fertilidade da vaca que são dependentes do manejo durante a secagem”, amplia o palestrante.

Há alguns riscos de erros na secagem da vaca, que devem ser evitados. “Por exemplo, existe um grande risco de contaminação do úbere por microorganismos externos e a higiene durante o procedimento de secagem é de muita importância. Além disso, negligenciar o ambiente e nutrição da vaca nos primeiros dias após a secagem pode comprometer a capacidade da vaca em bloquear a entrada de microorganismos no úbere ou ainda atrapalhar a involução da glândula - que compromete a capacidade de produção de leite na lactação futura”, explica Alexandre. 

Cuidados

O professor Alexandre Souza enfatiza que há cuidados que o produtor deve ter no período de secagem da vaca. “São muitos. Em geral, o processo de secagem deve ser efetuado de forma abrupta, associado à utilização higiênica de antibióticos intramamários específicos para vacas secas em conformidade com a duração do período seco de forma a evitar resíduos de antibióticos após o parto. Infelizmente muitas fazendas com o intuito de diminuir a produção de leite no final da lactação, submetem as vacas, em especial as mais produtoras, a períodos de restrição alimentar e eventualmente hídrica. Este manejo é conhecido como secagem gradual”, explica.

“Obviamente, restringir água ou alimentos no período pré-secagem causa um grande estresse no animal e, portanto, este tipo de manejo não é recomendado por vários motivos de ordem fisiológica, principalmente aliado ao fato desses animais se encontrarem no terço final de gestação, fase crítica para o desenvolvimento do bezerro no útero da vaca. Dessa forma, vacas lactantes devem ser mantidas em suas dietas balanceadas e rotina de ordenha constante até o momento da secagem, que deve ser conduzida preferencialmente de forma abrupta”, amplia.

“Após a secagem vacas devem ser mantidas em dietas especificamente formuladas para vacas secas, com particular atenção em tentar evitar excessos de potássio, por exemplo, que podem atrapalhar o mecanismo de remoção de cálcio dos óssos em adaptação à nova lactação. Vale ressaltar que trocas de dietas, diminuição de frequência de ordenha ou movimentações frequentes para diferentes lotes geram um grande estresse no animal e devem ser evitados a todo custo”, completa o palestrante.

Inscrições com descontos

A organização do Simpósio do Leite de Erechim, a cargo da Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai (Amevau), anunciou que baixou o valor das inscrições para grupos de produtores, acadêmicos e profissionais que desejam participar do evento. Agora, para grupos de 10 pessoas, o valor fica em R$ 70.

Com isso, a organização destaca que além de manter o bom público dos últimos anos, também auxilia produtores e demais interessados em participar das palestras e do evento, de ampliar conhecimentos e garantir melhor gestão na propriedade leiteira. As inscrições para grupos podem ser feitas pelo email contato@simposiodoleite.com.br. Os demais devem se inscrever diretamente no site oficial do evento, www.simposiodoleite.com.br.

Também estão abertas, para estudantes, professores, técnicos e pesquisadores, as inscrições para a Mostra de Trabalhos Científicos. Trata-se de apresentação de trabalhos e pesquisas sobre o setor lácteo nacional e que trazem soluções para a produção leiteira no País. Este ano, assim como nos anteriores, haverá premiação financeira aos vencedores, que serão avaliados por uma banca de professores, ao longo do evento.

A inscrição inclui um almoço e a participação em quatro milk breaks, além, claro, de todos os eventos.

Demais palestras

O segundo dia do Simpósio do Leite, 8 de junho, será composto de outras cinco palestras técnicas, voltadas novamente a produtores, estudantes, pesquisadores e professores da área de produção de leite.

Os temas abordados englobarão a utilização de aditivos na nutrição de vacas leiteiras, pelo professor e doutor Francisco Palma Rennó; a secagem da vaca, pelo professor e doutor Alexandre Souza; os sete hábitos das propriedades leiteiras altamente eficazes, pelo doutor Renato Palma Nogueira; a seleção genômica, acelerando o melhoramento genético na propriedade leiteira, pelo doutor Cleocy Fam de Mendonça, além da cetose em vacas leiteiras, os desafios e soluções, pelo professor e doutor Marco Nunes Correa.

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