A Floresta Amazônica é o maior bioma brasileiro e tem a maior biodiversidade de florestas tropicais no mundo
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, lançou o Programa Nacional de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros, que vai mapear e acompanhar o desmatamento, as queimadas e os diversos usos das terras brasileiras, além de monitorar a recuperação de vegetações e coibir crimes ambientais.
O programa visa estender a todo o território brasileiro um monitoramento que já vem sendo feito na Floresta Amazônica, desde 1988, e no cerrado, desde 2002. Segundo Leonel Perondi, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe]), mais de 70% do território brasileiro já está sendo monitorado por satélites, incluindo os dois biomas.
O Cerrado é o segundo maior bioma do país, mas a savana é ainda a mais rica em biodiversidade do mundo, segundo dados do WWF (Fundo Mundial para a Natureza, em português).
Durante o lançamento do programa, foram divulgados dados de dois projetos de acompanhamento do Cerrado. Os resultados mostraram o bioma tem aproximadamente 55% de seu território preservado e os 45% restantes têm outros usos, com predominância de pastagens e agricultura. “A boa notícia é que muitas pessoas achavam que nós tínhamos menos cerrado, mas temos mais cerrado com vegetação nativa preservada”, afirmou a ministra.
Izabella Teixeira disse que o monitoramento feito inicialmente na Floresta Amazônica foi estendido para o Cerrado, e que o novo programa pretende estendê-lo, em 2017, para a Mata Atlântica. No biênio 2017/2018, entram no esquema o pantanal, a caatinga e os pampas, abarcando assim todos os biomas brasileiros. “Nós fizemos aqui toda uma trajetória do que é necessário ter para que o Brasil possa firmar uma estratégia de monitoramento de biomas com os dados de desmatamento, queimadas e de recuperação, para o Brasil estar pronto, em 2020, para a implementação de sua INDC [Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida] de clima”, afirmou a ministra.