O Bispo Dom José Gislon, da Diocese de Erechim, concedeu entrevista ao Bom Dia nesta semana e destacou que a Páscoa é a festa mais importante do Cristianismo na igreja. Entre os motivos está a celebração do tríduo pascal: a instituição do sacerdócio, na quinta-feira santa, com a ceia do lava-pés. Também é celebrada a instituição da eucaristia e do mandamento do amor, através do testemunho que Jesus forneceu ao lavar os pés dos discípulos.
"Na sexta-feira é lembrada a paixão e morte de Cristo e está relacionada sempre a um momento de reflexão sobre a nossa própria existência, nossa caminhada, lembrando que, através de um gesto de amor, alguém deu a vida por nós, com a esperança de que a morte não é o fim e existe uma ressurreição a qual é cantada na noite de sábado. A morte é considerada uma passagem", ressaltou.
Segundo Dom José, a Páscoa também nos remete à confraternização, a olhar o outro, com disponibilidade de servir. "Se a sociedade tivesse mais esse espírito de doação, solidariedade, seria muito mais humanizada", afirmou, reiterando que tais valores não podem ser desperdiçados, e sim, devem ser fortalecidos ainda na infância. "Estamos nos encaminhando para uma realidade de envelhecimento, em que o amor, serviço, merecem uma atenção ainda maior para que se tornem presentes no combate ao individualismo, que é um mal muito presente na atualidade, e que se manifesta em muitas famílias, que por vezes se acabam, pela ausência desse cuidado com o outro", comentou.
É momento de parar e refletir sobre o nosso compromisso, o rumo da vida. Somos uma grande aldeia nesse planeta chamado Terra, aonde o que fere o coração de um, pode ferir o outro, independente do país, continente. Não estamos em tempo de isolamento, mas de solidariedade.