Os três finais de semana consecutivos serão de feriado prolongado. No dia 14 de abril celebrou-se a Sexta-Feira Santa. Em 21 de abril, também sexta-feira, é o Dia de Tiradentes e no dia 1º de maio, o Dia do Trabalho. Até o final do ano serão 10 feriadões. Comemoração e folga para uns e prejuízos econômicos para outros. Enquanto alguns contam as horas para os feriadões, há os que lamentam pelas perdas econômicas no que se refere à baixa produtividade e em relação às vendas.
Baixa na produtividade reflete na economia
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Alto Uruguai Gaúcho (Sindilojas), Francisco José Franceschi lojas fechadas representam prejuízo certo. “Não resta dúvida que esses feriadões trarão perdas para os lojistas. Além disso, estamos rodeados de cidades que tem horário diferenciado para o comércio, o que impacta negativamente nas vendas em Erechim. O efeito no caixa do comércio certamente será sentido. Se há menos dias para atender clientes, aluguel, luz, água, outros encargos e, principalmente a folha salarial, serão as mesmas no final do mês. O problema é que o movimento cai muito em feriados e os custos para a manutenção do serviço são os mesmos”, afirmou.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção e do Mobiliário de Erechim (Sinduscon), Gilmar Fiebig alerta que o impacto na economia é forte e será sentido por todos. “Apesar de todos gostarmos desses dias de folga e lazer, o impacto na economia é forte e, de uma forma ou outra, é revertido no ganho econômico de todos futuramente. Além disso, somente no Brasil vemos esse número tão grande de feriados que afeta diretamente na cadeia produtiva, na construção civil. O nosso País tem a menor taxa de produtividade do mundo e a remuneração de muitas pessoas está diretamente ligada à produção diária”, pontuou.
Comércio diminui perdas nos dois sábados trabalhados por mês
Conforme a presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Erechim (CDL), Lindanir Canello, apesar de não existir uma forma mais clara de recuperar os dias não trabalhados, o comércio de Erechim consegue diminuir as perdas através de dois sábados trabalhados por mês. “Este é o ano com o maior número de feriados em dias úteis desde 2008, os setores mais prejudicados são os de não duráveis e semiduráveis, a exemplo de postos de combustível, lojas de vestuário, farmácias e perfumarias e supermercados. No caso de itens de maior valor, de automóveis a eletroeletrônicos, as compras são mais planejadas e, devido aos feriados, apenas postergadas. Sofre mais quem depende da circunstância do dia a dia, setores que precisam da venda por impulso. As perdas com o número maior de feriados em dias de semana ao longo de 2017 e a ocorrência de mais datas comemorativas às terças ou quintas-feiras, que muitas vezes levam a folgas esticadas, já tem sido calculadas por importantes setores da economia nacional. Indústria e varejo, por exemplo sustentam que o calendário mais recheado de períodos de interrupção da produção e restrição ao comércio causa prejuízos às duas atividades. Os feriados, portanto, fazem parte da realidade econômica de qualquer país e não são responsáveis pela pobreza ou riqueza de sua população. O Brasil precisa ir atrás de outros problemas para ser mais competitivo: tributação maluca, educação deficiente, pouca inovação e corrupção retiram muito mais da economia do que uma ou outra folga ao longo do ano”, frisou
Para a presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Erechim (Sindicomerciários), Débora Martins Pinto, apesar de os feriadões consecutivos representarem, de certa forma, algumas perdas para os comerciantes, não afeta significativamente para os comerciários. “Analisando do ponto de vista do empregado, do comerciário, não haverá perdas nem prejuízos para quem trabalha no comércio. Mesmo aqueles que recebem, além da remuneração mensal, as comissões pelas vendas, acredito que as mesmas são compensadas com o trabalho no sábado. Serão somente três dias a menos, que vão ser recuperados com as vendas realizadas nos sábados, onde o comércio estará aberto”, declarou.