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Ânimo para o consumo

Índice de confiança do consumidor alcança melhor nível desde dezembro de 2014

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Economista atribui o aumento do índice a fatores como a estagnação do desemprego e a queda acentuada
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Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Najaska Martins

Índice de confiança do consumidor alcança melhor nível desde dezembro de 2014

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) teve alta de 3,5 pontos neste mês, atingindo 85,3 pontos. O índice, que vai de uma escala de zero a 200, é o maior nível desde dezembro de 2014, quando alcançou 86,4. Entre os motivadores para este crescimento a FGV cita os aumentos da confiança no presente e o otimismo em relação ao futuro.

O economista Roderlei Renato Fiebig, que atua como professor da URI, explica que o indicador é positivo, embora se atente mais às capitais. “Em relação ao interior, como é o caso de Erechim, por exemplo, ainda há uma expectativa sobre esse comportamento, mas de qualquer maneira, é boa a observação desta melhora na confiança do consumidor”, pontua.

Fiebig atribui o aumento do índice a fatores como a estagnação do desemprego e a queda acentuada da inflação. “Além disso temos também a expectativa da queda de juros. Somando-se isto tudo temos a tendência de um consumidor mais entusiasmado”, afirma. A avaliação do economista é reforçada pela coordenadora da sondagem do consumidor da FGV, Viviane Bittencourt que cita também a liberação de recursos de contas inativas do FGTS.

Comércio já sente os sintomas da retomada

A presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Erechim, Lindanir Canelo, avalia que o comércio vem sentindo uma retomada de confiança por parte dos consumidores e, consequentemente, do empresariado. A dirigente afirma ainda que a liberação do FGTS inativo motivou uma grande procura para quitação de dívidas. “Isso também demonstra o interesse do consumidor em voltar a ter crédito para poder comprar”, destaca ao citar boas expectativas para os próximos meses em razão da troca de estação e da Páscoa.

Para os comerciantes, a melhor expectativa para o futuro também tem relevância para a mudança de comportamento que vem sendo observada nos consumidores. “O momento atual no qual se projeta o interesse de reinvestimento no Brasil como um todo cria um otimismo maior e uma segurança maior do futuro. Se antes havia uma insegurança que retraía o consumidor, agora o contrário está impulsionando-o”, avalia o empresário Luciano Bettio, que também cita o incremento econômico permitido pela liberação dos saques do FGTS.

O supermercadista Ademir Fávero reforça os fatores já elencados e complementa que a recuperação do poder de compra por parte do consumidor tem promovido pequenos sinais de retomada. “De um mês para outro é pouco perceptivo, mas já se nota que está havendo uma mudança. A perspectiva de não perder o emprego ou de conseguir um também contribui para essa confiança, assim como o fato de as famílias estarem quitando dívidas e, assim, poderem contar com uma renda que antes estava comprometida”, ressalta.

Já a gerente lojista Juceli Sfredo, que atua em uma loja de calçados e confecções diz ter percebido maior tranquilidade por parte do consumidor. “Em termos de consumo propriamente dito ainda não tivemos uma melhora, mas notamos uma evolução na expectativa de compra. Isso é nítido inclusive na tranquilidade do consumidor ao pesquisar preços, que está mais tendencioso a consumir, sem tanta precaução e receio como era antes”, completa.

Consumidor de fato mais confiante

Em busca de um novo eletrodoméstico, a dona de casa Maria Aparecida dos Santos foi ao comércio na tarde de ontem (27) e confirmou o que defende o índice. Esposa de um trabalhador da construção civil, ela destacou que a garantia de emprego do esposo permitiu a realização da compra. “Ainda é preciso ter cuidado nos gastos, mas já que poderemos pagar parcelado, vamos comprar, pois precisamos. Antes não dava para ter certeza se teríamos o dinheiro, agora está mais tranquilo”, ressaltou enquanto pesquisava os preços de um micro-ondas.

Da mesma forma a auxiliar de produção Joseli Martinelli também afirmou estar mais confiante, especialmente pela retomada na geração de empregos na indústria onde trabalha. “Parece que agora as coisas estão se ajeitando. Antes se precisava comprar algo a gente aguentava um pouco e adiava, mas agora dá para se sentir mais seguro, pelo menos por enquanto”, pontuou depois de adquirir duas peças em uma loja de vestuário. 

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