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UPA pode ser definitivamente de Erechim

Proposta de aquisição da Unidade pelo município foi debatida entre o prefeito Schmidt e o ministro da Saúde em Brasília

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Encontro entre o prefeito de Erechim e o ministro da Saúde
Por Da redação
Foto Divulgação

Nesta quarta-feira (15) o prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt (PSDB), acompanhado do secretário de Saúde, Dércio Nonemacher e do assessor técnico da Secretaria de Saúde e atual administrador judicial do Banco de Sangue do Alto Uruguai Gaúcho, Jackson Arpini, foram recebidos pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros em Brasília. Também acompanharam a audiência o coordenador nacional de Sangue e Hemoderivados, Flávio Vormitag e o chefe de gabinete do ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Rogério Kohlraush.

Conforme explica o prefeito Schmidt, durante o encontro foram tratados de diversos assuntos voltados a área da saúde, entre eles, atenção básica, serviços hemoterápicos e, principalmente, o custeio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O prefeito explanou para o ministro sua preocupação com relação aos valores elevados do custeio da UPA e apresentou os serviços de saúde existentes no município de Erechim, que compõe a rede municipal de saúde.

“O ministro da Saúde, após ouvir o nosso relato e tendo presente as dificuldades da União para assegurar os repasses de custeio, acenou com a possibilidade do ente municipal devolver o recurso repassado pelo governo Federal, específico para construção da referida unidade”, afirmou o prefeito.

 

Ministério não se opõe a devolução de recurso

Segundo Schmidt, a devolução do recurso de R$ 2 milhões para o governo Federal, caso venha a ocorrer, deixará a responsabilidade de um encaminhamento favorável a UPA a partir da realidade local, tanto do ponto de vista de serviços de saúde, como também, do aspecto orçamentário. “Não podemos deixar de analisar rigorosamente o orçamento municipal da saúde e, também, não podemos comprometer outros serviços de saúde apenas com o custeio da UPA. Para sua operacionalidade precisamos garantias financeiras dos parceiros, ou seja, União e Estado e não estamos encontrando essa reciprocidade. A devolução do recurso pode ser uma saída”, argumentou o prefeito.

De acordo com Schmidt o Ministério da Saúde não se opõe a devolução do recurso, pois entende que pode ser uma saída face ao cenário atual de entraves financeiros e o ministro Ricardo Barros ficou de realizar uma análise em relação aos prazos de devolução.

Durante o dia a comitiva de Erechim também cumpriu agendas no Ministério da Educação, departamento de Atenção Básica e no departamento de Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (Cebas/Saúde).

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